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quinta-feira, 26 de maio de 2022

Concursos de remoção Agente de Polícia Federal - 2015 a 2021

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Senhores e senhoras, segue, para o conhecimento de vocês, a planilha com a pontuação dos concursos de remoção de Agente da Polícia Federal dos anos de 2015 a 2021. Foram os últimos concursos de Agente que ocorreram na Polícia Federal.

Lembrando que as remoções de 2019 e 2020 foram decorrentes do concurso público de 2018. Nesse concurso ocorreram duas academias, por isso dois concursos de remoção. Lembrem-se que os novos policiais vão para as vagas remanescentes do concurso de remoção - que acontece internamente na PF. Ou seja, as vagas para onde os policiais mais antigos não quiseram ir, sobram para os novos escolherem na Academia.

Vamos dar um exemplo:

Em Oiapoque, no Amapá, em 2021, existiam 11 vagas originais. Vamos supor que conseguiram sair de lá, no concurso de remoção do mesmo ano, 15 agentes. Ainda, no mesmo concurso de remoção, foram removidos para lá, por escolha, 02 agentes.

A conta que se faz para saber quantas vagas sobraram para a ANP é: 11 (vagas originais) + 15 (vagas que abriram pelos que saíram) - 2 (vagas ocupadas pelos que chegaram) = 24. Ou seja, 24 vagas sobrarão para os novos policiais escolherem na Academia Nacional de Polícia - ANP. Serão 24 novos felizes policiais indo trabalhar nas nossas fronteiras com toda a garra, tenho absoluta certeza.

Antes de você ver a planilha, lembre-se do e-book. Conto histórias vividas por mim na PF, todas em primeira pessoa. Por um preço menor que de um lanche, você se sentirá trabalhando na Polícia Federal. Click aqui! - Apenas 29,90.

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Caso você queira calcular quanto tempo deverá permanecer em determinada cidade para conseguir a pontuação necessária para ser removido para onde deseja, o cálculo é assim:

Vamos usar como exemplo a cidade de Maceió em Alagoas. Você agora quer morar na praia. Mas não em qualquer praia, você quer frequentar as lindas praias de águas quentes de Maceió/AL.

Para conseguir ser removido para lá em 2021 você teria que ter, no mínimo, 11.945 pontos. Quanto tempo é isso, você me pergunta. E eu respondo: Depende! Se você estivesse lotado em Tabatinga, no Amazonas, cidade de pontuação 4,5, você teria que morar na linda Tabatinga, para atingir a pontuação mínima para ser removido para Maceió, por 07 anos, 03 meses e alguns dias.

Vamos aos cálculos:

Vamos dividir a pontuação necessária para a remoção para Maceió pela pontuação por dia de lotação em Tabatinga:

11.945/4,5 = 2.655 dias lotado em tabatinga para acumular essa quantidade de ponto.

Agora, divida a quantidade de dias por 365, para descobrir o tempo em anos. O resultado será 7,27 anos. Ou seja, 07 anos, 03 meses e alguns dias para ter a pontuação mínima necessária para ser removido para Maceió em 2021. 

Para ver a pontuação de cada lotação clique aqui!

Agora basta substituir esse 4,5 de Tabatinga pela pontuação da cidade onde você pretende morar por um tempo, ver a quantidade de pontos que precisa acumular para a cidade desejada e fazer os cálculos.

As cidade que estão com pontos mínimos igual a 1, são as cidades que sobraram vagas no concurso de remoção e as vagas que sobraram foram para a ANP, conforme falei no exemplo da cidade de Oiapoque/AP.

Vejam na planilha que a pontuação mínima necessária muda de acordo com a quantidade de vagas dos concursos. Ou seja, não é garantido que no próximo concurso de remoção tenha vaga para onde você quer ir, muito menos há como prever quantidade de pontos necessária.

No próximo concurso, qual cidade você vai escolher para ser sua primeira lotação? Qual cidade é o seu destino final? Comente!

Ps.: Pessoal, se forem replicar essa planilha, peço, por gentileza, que deem os créditos.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Vagas 1° Lotação - Agente, Escrivão e Papiloscopista da PF na Academia Nacional de Polícia de 2020 - Polícia Federal

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Muita gente me pergunta quais vagas que foram disponibilizadas na ANP, principalmente para saberem se conseguirão voltar para casa ou, pelo menos, para perto de casa. Na academia da Polícia Federal de 2015, quando fiz a ANP, eram 600 vagas. Então havia muito mais localidades como opção de primeira lotação que em 2020, que foram disponibilizadas somente 216 vagas para Agente de Polícia Federal. Lembrando que esses formandos fizeram a mesma prova dos que formaram em 2019. Essa é a segunda chamada.

As vagas de Agente da Polícia Federal da ANP de 2020, conforme me foram passadas pelos colegas. Talvez possa haver um ou outro erro, mas acredito que foi isso mesmo.

Cidade - Estado N° de vagas
Rio Branco - AC 15
Cruzeiro do Sul - AC 15
Epitaciolândia - AC 13
Manaus - AM 22
Tabatinga - AM 26
Amapá - AP 9
Oiapoque - AP 19
São Luís - MA 5
Imperatriz - MA 2
Corumbá - MS 12
Cuiabá - MT 10
Belém - PA 8
Altamira - PA
7
Santarém - PA
8
Marabá - PA 8
Redenção - PA 6
Guajará-mirim - RO 17
Boa Vista - RR 3
Pacaraima - RR 11


Vagas que foram disponibilizadas para Escrivão de Polícia Federal em 2020. Tem até vaga no RJ!

Cidade - EstadoN° de vagas
Rio Branco - AC7
Cruzeiro do Sul - AC6
Epitaciolândia - AC2
Manaus - AM4
Tabatinga - AM5
Oiapoque - AP2
Macapá - AP4
Corumbá - MS1
Ponta Porã - MS2
Cuiabá - MT3
Cáceres - MT1
Belém - PA7
Marabá - PA5
Santarém - PA1
Altamira - PA4
Redenção - PA1
Nova Iguaçu - RJ3
Porto Velho - RO2
Guajará-mirim - RO3
Boa Vista - RR4
Pacaraima - RR3
Palmas - TO1



Vagas que foram disponibilizadas para Papiloscopista de Polícia Federal em 2020. Só vaga de Superintendência!

Cidade - EstadoN° de vagas
Rio Branco - AC3
Manaus - AM4
Macapá - AP1
São Luís - MA2
Belém - PA4
Teresina - PI1
Palmas - TO2

Sejam todos bem vindos ao nosso norte, que é tão esquecido pelas autoridades. Tentem fazer a diferença. Cheguem de braços abertos para suas novas moradias, novinhos! 

Ps.: Pessoal, estou interagindo no Instagram também, sigam lá: @apfdonorte

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Pontuação das lotações e Adicional de Fronteira na Polícia Federal

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Pessoal, como esse assunto é uma dúvida geral de quem faz o concurso da Polícia Federal, e principalmente de quem vai para a ANP, estou postando o ranking de pontuação de cada lotação e se tem ou não o adicional de fronteira. Pode um ou outro estar incorreto, ou faltar uma lotação ou outra, mas foi o melhor que eu consegui. Grande ajuda do meu amigo @pedrocooke. Sigam ele lá no instagram. Cara dá dicas de concurso e até escreveu um livro.

Aproveitem e me sigam lá também: @apfdonorte.


ps.: Pessoal, se forem replicar essa planilha, peço por gentileza que deem os créditos.
pps.: Se você curtiu, compartilhe. Ajuda demais.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Escolhendo a lotação - visão de quem já trabalha na PF

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Sonho realizado, Polícia Federal! Essa placa me aviva excelentes lembranças. E as dolorosas também.
Senhores, aproveitando essa temporada de Academias de Polícia Federal, vamos falar sobre a escolha das lotações. Eu falei aqui sobre como funciona a escolha das vagas dentro da ANP. Nesse post de hoje falarei como funcionam viagens e missões na lotação escolhida, para que seja mais fácil para os alunos escolherem suas lotações. Quanto mais informações, melhor.

Primeiramente, leia o material do Robson Concurseiro. Vale muito a pena, apesar de algumas informações não serem 100%. Afinal, ele fez baseado em pesquisas e relatos de "sobreviventes".

Na hora da escolha, se você puder voltar para casa, excelente. Como isso é raro, vamos por ordem de prioridades (minha opinião / dicas).

Caso não volte direto para sua cidade, tente voltar para o seu estado. Mesmo que essa cidade que não é a sua seja ruim ou muito ruim, tipo Oiapoque e Tabatinga, mas escolha dentro do seu estado. Por que eu digo isso: porque quem está lotado no Oiapoque vive de missão em Macapá, que é onde fica a Superintendência. Quem está lotado em Tabatinga vive de missão em Manaus. Então se você for de Macapá, escolhendo o Oiapoque, vai tomar posse na superintendência e somente depois vai para sua lotação original, além de viver de missão em casa. Ainda pode acontecer de o superintendente, sabendo que você é de lá mesmo, remover você de ofício Macapá, bastando ele querer. Eu já fui tantas vezes de missão para a capital do estado em que estou lotado que já até perdi as contas. E fui pra missões longas, que tive que passar mais de dois meses. Além de algumas propostas gerais de remoção para lá.

Entenda que se você escolher outro estado, sua remoção dependerá da liberação do superintendente do outro estado. Por exemplo: você tomou posse no Chuí/RS. Quer ser removido para Macapá/AP. Para isso você dependerá da liberação do superintendente do Rio Grande do Sul, coisa que dificilmente acontecerá. Já se você tiver no Oiapoque, o superintendente do Amapá que manda nas delegacias descentralizadas. Logo basta ele querer, e você fazer por merecer, para ele te remover para Macapá de ofício.

Se você também não conseguir ficar no seu estado, tente voltar para o mais perto possível de casa. Isso conta muito tanto nos preços das passagens aéreas quanto para viagens de missão. Por exemplo: Se você estiver lotado no Pará, será muito mais fácil você ir de missão para o Maranhão do que alguém que está lotado no Rio Grande do Sul, ou São Paulo. E isso vale para todos os estados vizinhos.

Caso não consiga nem voltar para perto de casa, tente uma superintendência de pontuação 3 (Acredite, a pontuação faz muita diferença. ). É nas superintendências que as coisas chegam primeiro: vagas para cursos, treinamentos e missões para outros estados. Além de terem várias delegacias com todo tipo de investigação e mais recursos. Ainda as passagens aéreas tendem a serem mais baratas de capital para capital. E acredite, você vai querer visitar sua família. A saudade bate forte quando estamos longe.

Agora, caso sua prioridade seja voltar o mais rápido possível para o seu estado/casa, então você deve escolher uma delegacia onde a pontuação seja 4 ou 4,5. E se você for do nordeste e quiser um dia ainda trabalhar na superintendência do seu estado, escolha a melhor cidade possível de pontuação 4.

Espero que aproveitem as oportunidades. Não queiram ser Super Policiais na hora de escolher a lotação (e em nenhum outro momento). Um doido, da minha ANP, estando bem colocado, com muitas cidades boas disponíveis para escolher, gritou no microfone do teatro de arena (local da ANP onde escolhemos a nossa lotação no final do curso) que queria ser policial de verdade e escolheu Tabatinga/AM. Não façam isso. Você vai ser policial igual em qualquer lotação. Pense no seu bem estar. 

Não ache que você é imune às saudades e às tristezas da vida. A polícia não vai ser sua vida e nem vai preencher o vazio dos parentes e amigos queridos. No começo, logo após a posse, ficamos bem empolgados, mas depois de alguns meses a vida volta ao normal. E quando a empolgação passou, com certeza esse doido ainda estava em Tabatinga.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Enxoval do Curso de Formação Profissional - ANP 2019

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Senhoras e senhores, futuros novinhos e novinhas da Polícia Federal, vamos falar do enxoval da Academia da Polícia Federal, ANP 2019. Esse é o enxoval da ANP de 2019. Colocarei os itens, conforme edital, e um comentário abaixo. Minha intenção é ajudar os futuros Novinhos. Os materiais operacionais que não forem comprados dentro da ANP poderão ser adquiridos em quaisquer lojas militares.


20.4 DO ENXOVAL DO CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL
20.4.1 Material que o candidato convocado para o Curso de Formação Profissional deverá levar para as atividades na Academia Nacional de Polícia:
a) material de higiene pessoal;
                - Materiais que você leva para qualquer viagem: desodorante, pasta, escova, perfume, talco para os pés, xampu, condicionador. Recomendo demais levar protetor solar e labial. Muitas instruções são no sol, como as aulas de tiro e direção operacional, e se você não usar protetor, vai sofrer.
b) toalhas de banho (duas, no mínimo);
c) toalhas de rosto (duas, no mínimo);
d) lençóis, colchas para cama de solteiro e fronhas (duas peças de cada, no mínimo);
e) travesseiro;
f) cobertor;

                - Para os itens b, c, d, e, f, farei um comentário único: ninguém confere isso na sua chegada. Eles dizem que são no mínimo duas peças para ajudar o candidato. Porque uma hora as coisas precisam ser lavadas. E se você não tiver outro, vai ficar sem enquanto estão sendo lavadas. Na ANP terão algumas lavanderias disponíveis para lavarem suas roupas por um excelente preço. Há quem as lave no próprio alojamento para economizar, mas com o valor da bolsa dá para pagar as lavanderias perfeitamente.

g) traje social para a solenidade de formatura (terno para os homens e social discreto para as mulheres);
                - Aqui é isso mesmo. E você só vai usar isso no dia da formatura. Se quiser levar depois, pode levar. Como eu disse no item anterior, ninguém confere. Se você for de fora de Brasília e quiser pedir para alguém levar para você quando chegar o dia da formatura, pode. É até melhor que não fica entulhando seu guarda roupas no alojamento, que já é pequeno.

h) calçados totalmente pretos (tênis, botas ou botinas);
                - Pessoal, levem o mais confortável possível. Esse será o seu calçado do dia a dia. No coturno eu recomendo colocar uma palmilha confortável.

i) meias pretas;
                - Recomendo de cano alto para usar com coturno. Levem duas ou três. Essas meias você usará todo dia.

j) bermuda tipo ciclista, na cor preta (duas, somente para as mulheres);
                - Para a educação física. Usar com o short.

k) tênis apropriado para a prática de corrida (cores discretas);
                - Eles pedem cores discretas, mas vi de todas as cores sem problema. Mas eu levaria de cor discreta.

l) meias na cor branca para as aulas de Treinamento Físico;
                - Leve duas dessas para atividade física. Não pode usar as meias pretas nesse caso. Mas você não usará todos os dias.

m) top preto (somente para as mulheres);
                - Leve um. É para a pratica de Ed. Física também. Mas normalmente eles são de tecido que seca fácil. Dá para passar uma água quando chegar no alojamento. E pela secura que é Brasília, as roupas secam em pouquíssimas horas.

n) bermuda térmica (opcional para proteção em corridas);
                - Recomendo demais. Inclusive recomendo usar no dia a dia para evitar assaduras. Item essencial. Levem duas. Mesmo motivo do top das meninas, dá para lavar e secar no mesmo dia.

o) sunga, na cor preta (para os homens) e maiô de peça única, na cor preta (para as mulheres);
                - Leve só uma peça. Serão utilizados nas primeiras aulas de natação. Depois as aulas serão com a roupa operacional.

p) camiseta de neoprene, na cor preta, para natação (opcional).
                - Não vi ninguém usando isso.

q) óculos e touca de natação (opcional);
                - Recomendo esses itens. Lembrando que a natação é prova do TAF e é eliminatório.

r) chinelo de dedo de borracha, na cor preta;
                - Leve e marque o seu. Porque serão 40 alunos com chinelo preto. Nas aulas isso gera confusão. Serão usados nas aulas de natação e nas aulas de defesa policial.

s) capa transparente para chuva;
                - Leve, mas não vi ninguém usando.

t) luvas de MMA;
                - As mais baratas possível. Na minha academia ninguém nem usou.

u) protetor bucal;
                - Não vi ninguém usar. Talvez mudem alguma coisa nessa ANP. Levem os mais baratos possível. Normalmente esses protetores têm tamanho único, e você precisa colocar na água quente para moldar na boca a primeira vez. Então compre e leia as instruções. Não leve sem abrir antes.

v) bandagem para luva de boxe;
                - Usávamos as luvas de boxe com as luvas de látex. Mas podem ter mudado.

w) máscara para RCP: máscara com válvula e estojo de bolso dobrável, com entrada para O2, filtro e válvula de não retorno.
                - Usadas nas aulas de primeiros socorros. Leve as mais baratas.

x) luvas de látex para procedimento cirúrgico (dez pares, no mínimo);
                - Isso é um item importante. É barato e muito útil. Eu sempre andava com um par no bolso.

y) porta luvas de látex (opcional);
                - Leve no bolso. Não gaste dinheiro com isso.

z) atadura de crepom de 15 cm (cinco unidades);
                - Na minha época não precisava. Então, não tenho comentários.

aa) gaze (cinco unidades);
                - Mesma coisa do item anterior.

ab) calça e gandola operacional camuflados, na cor padrão "multicam";
                - Vocês também poderão usar essa roupa camuflada no dia a dia depois de tomado posse. Eu recomendo comprar de qualidade. Lá na ANP será usada para as aulas de “selva” e na natação. Eu tenho a minha até hoje.

ac) bota operacional de sola de borracha na cor preta extra leve;
                - Recomendo utilizar o mais barato com zíper, para facilitar. Coloque uma palmilha confortável. Os atalaias são recomendados. O coturno será usado nas aulas de “selva” e na natação também. Não recomendo comprar botas caras. Essa tem que ser bota pé duro, que aguente o tranco.

ad) joelheira operacional tática, cor preta;
                - Não compre de skate ou patins. Elas saem do lugar durante as aulas. Mas não gaste muito. Você só as utilizará na ANP.

ae) cotoveleira tática, cor preta (opcional);
                - Provavelmente serão usadas para as aulas de tiro deitado. Não vi ninguém usando. Mas se tá aí, leve. Mas não gaste muito. Caso o orçamento esteja apertado, espere para ver se realmente vão utilizar. Muitas vezes os equipamentos são usados somente uma vez, aí não vale a pena gastar.

af) algemas com chave e porta algemas;
                - Compre uma de qualidade. Você usará para o resto da vida. E lembre-se de comprar com chave universal, para que qualquer chave abra. Nas aulas você será algemado e “desalgemado” diversas vezes. Eu recomendo a algema de corrente. Mais fácil de manusear e quando você for algemado, menor sofrimento. E por favor, não compre em sex shop, não são a mesma coisa.

ag) lanterna tática, com no mínimo 120 lúmens, com bateria e porta-lanterna tática;
                - Compre a mais baratinha. Ela é pouquíssimo usada e qualquer uma dá conta.

ah) cinto em nylon preto (tipo SWAT BDU) – medidas da fita de aproximadamente 3,8 cm de largura e espessura de aproximadamente 0,2 cm;
                - Qualquer um. Esse cinto é indestrutível. Você usará para o resto da vida.

ai) bastão retrátil em aço com 21’’ (aproximadamente 50 cm de comprimento), com porta-bastão para cinto tático;
                - Pessoal, esse bastão você também poderá usar para o resto da vida. Mas recomendo comprar um barato para a ANP. E o mais leve possível. As aulas destroem o bastão. Na minha academia eles forneceram um cano de plástico para essas aulas, porque os bastões estavam quebrando. Se ele não quebrar, ele empena e você não consegue mais retraí-lo. Então leve um barato, porque se quebrar o prejuízo é menor. E se não precisar usá-lo, também.

aj) computador portátil (notebook, ultrabook, laptop), com configuração mínima de processador dual-core com 2 GB de memória RAM, com conexão wi-fi, ao menos uma entrada USB, armazenamento interno de no mínimo 128 GB, com os seguintes softwares instalados: (i) leitor de PDF; (ii) suíte de escritório (editor de texto, editor de planilhas eletrônicas e editor de apresentação); (iii) navegador de internet;
                - Na minha ANP eles forneciam. Mas esse notebook é para você poder estudar. Todo o material é fornecido em PDF. E você vai usar. Então leve o notebook que você tiver.

ak) pendrive de no mínimo 8 GB.
                - Alguma dúvida?

20.4.1.1 Para os candidatos que comprovarem hipossuficiência, poderá ser fornecido computador portátil (notebook, ultrabook, laptop), de acordo com o estoque disponível na Academia Nacional de Polícia.
                - Caso você não tenha um.

20.4.2 Material que o candidato deverá adquirir na Academia Nacional de Polícia:
a) agasalho, padrão ANP;
b) boné preto com emblema da ANP;
c) calças pretas ripstop, padrão ANP (duas);
d) camiseta branca regata, padrão ANP (duas);
e) camiseta branca de mangas curtas e gola redonda, padrão ANP - eixo operacional (três);
f) camisa polo, padrão ANP (duas);
g) cinto de nylon preto com velcro de 3,5 cm;
h) coldre para saque de arma de porte "velado" no material "Kydex" ou polímero, na cor preta;
i) coldre para saque de arma de porte "ostensivo" no material "Kydex" ou polímero, na cor preta;
j) óculos de segurança transparentes com proteção lateral para instruções de armamento e tiro;
k) protetor auricular/abafador externo, tipo concha;
l) protetor auricular interno descartável (duas unidades, no mínimo);
m) short azul Royal, padrão ANP (somente para os homens);
               
                - Esse material acima você comprará lá na ANP depois que fizer a matrícula. A loja lá saberá exatamente o que você precisa. Então o que posso falar é: eles parcelam e também você pode pagar durante o curso, quando for recebendo a bolsa. Eles aceitam cartão também.

20.4.3 O material didático a ser utilizado durante o Curso de Formação Profissional fica a critério do candidato, incluindo: Código Penal, Código de Processo Penal e Constituição Federal atualizados.
                - Não levem. Peso extra e não serão utilizados. Leram bem: NÃO LEVEM.

20.4.4 Só serão permitidas uma mala e uma sacola por aluno no alojamento.
                - Isso não foi fiscalizado na minha ANP. Mas os alojamentos são apertados. Então não leve muita coisa. Leve somente o necessário. Lembre-se que você só poderá sair da ANP nos finais de semana. Mas pode levar mala e mochila. Mala e sacola. Mala, sacola e mochila. Mas sem exageros.
                UPDATE: Pessoal, LEVEM mochila. Ela será útil demais. São muitos materiais e roupa para diferentes aulas. E durante as aulas não pode voltar no alojamento para buscar material. Então quando você sai de manhã, precisa levar tudo que vai usar pela manhã. Porque só pode voltar para o alojamento durante o almoço.

No mais é isso. Aproveitem o máximo possível. Boa Academia, Novinhos.

domingo, 17 de março de 2019

ANP - Academia Nacional de Polícia - PF - Não se lesione jamais!

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Estamos na véspera de começar mais uma ANP - Academia Nacional de Polícia - da Polícia Federal. Muitos candidatos ansiosos e muitos me perguntando como funciona a atividade física na academia. Vou falar um pouco aqui, mas a principal dica é: NUNCA SE LESIONE.

Na academia da Polícia Federal qualquer lesão é motivo de desligamento. Lá vai haver atividades físicas, como por exemplo: corrida, natação, pista de obstáculo, exercícios funcionais, defesa policial, e mais algumas atividades que não são exatamente físicas propositalmente, mas que podem causar lesão, como patrulha noturna no mato (pisar num buraco e torcer o tornozelo, por exemplo.), corridas de uma aula para a outra (tropeçar e cair), corrida para o alojamento para pegar material esquecido (acontece com todos - tropeçar e cair, pisar de mau jeito e torcer o tornozelo).

Nessas atividades, evite a todo custo se machucar. Senhores, a ANP é parte do concurso, e ser eliminado nela significa jogar fora todo o esforço feito até agora. Prestem atenção: não vale a pena se lesionar para provar que aguenta porrada, que é resistente. Não vale a pena perder tudo por causa do ego. Não jogue tudo fora. 

Os professores falarão para você dar o seu máximo, chutar forte, socar forte, pular alto, se jogar no chão, gritar, espernear, ser resistente, deixar de moleza. Não faça isso. Não exagere. Principalmente nas aulas de defesa pessoal. Lá existirão golpes que se aplicados de fato podem lesionar você e o colega. Finja, seja o maior ator do mundo, mas não seja idiota de perder o concurso por causa de uma fratura ou torção. Esse mesmo professor que manda você dar seu máximo, é aquele que vai te mandar pra coordenação porque você se quebrou. Um aluno perdeu a ANP porque fraturou a falange de um dos dedos da mão. Nenhum professor ou coordenador teve pena dele.

Outra dica: agora que ainda não começou a ANP e você já está aprovado, evite atividades que podem te lesionar. Se você é praticante de artes marciais, pare. Não jogue bola. Deixe para fazer isso tudo depois da academia.

É para não aproveitar a academia? Claro que não. Aproveite a academia moderadamente. Não acredite em tudo que falam lá. Se mesmo com todos esses cuidados você se machucar, nunca vá no médico da PF. ele não tem dó. Aguarde até o sábado para ir no médico fora da academia. Disfarce qualquer lesão possível de ser disfarçada. Peça ajuda aos colegas da turma. NUNCA confie no orientador. Ele está do lado do sistema. E ele não terá pena de eliminar você. Inclusive: fará isso rindo.

Vi um caso de um aluno que estava com o pé quebrado. Aguentou a dor a academia toda. Não falou para ninguém e se formou. Outro que rompeu os ligamentos do joelho. Foi no médico de fora da academia. Escondíamos ele nas atividades mais prejudiciais. E ele se formou.

Você nadar e morrer na praia é a pior sensação do mundo. Vi acontecer com alguns colegas na ANP. Uma amiga se lesionou na pista de obstáculos. Não pôde continuar, foi eliminada, voltou sub judice, mas não tomou posse até hoje. Felizmente ela passou esse ano novamente, mas já se foram 4 anos e com certeza, muitos gastos com estudos e tempo perdido.

ps.: Seja audaz já na academia. 
pps.: Na sua vida funcional você precisará mentir demais, comece na academia a treinar.

sábado, 26 de maio de 2018

Apenas um desabafo. Polícia Federal: Sonho ou pesadelo?

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Polícia Federal: Sonho ou Pesadelo?

A gestão do capital humano na Polícia Federal deveria se preocupar mais com a satisfação do seu pessoal, tratando como peça essencial para o sucesso do órgão, reconhecendo o valor de cada um. Esse reconhecimento gera um policial federal mais envolvido e comprometido com a instituição, MOTIVADO, fazendo ele se sentir parte da PF, havendo, assim, uma identificação pessoal com o órgão. E isso é fundamental para a saúde de ambos: Servidor e Polícia Federal.
Vendo a atual desmotivação de grande parte do efetivo policial, não acho que a gestão de pessoal esteja se preocupando de nenhuma forma com os seres humanos policiais. Isso começa na ANP, com a tentativa de eliminar cada aluno. Vi alunos sendo eliminados sem nenhum critério ou por motivos insignificantes com justificativas do tipo: por que sim. Posso dar como exemplo um aluno que numa aula de defesa pessoal fraturou a última falange do dedo anelar. E, mesmo isso não causando nenhum prejuízo e nenhuma atividade, ele foi eliminado. Isso já começa a causar frustração.
O código penal ordena que “não há crime sem lei anterior que o defina e não há pena sem previa cominação legal”. Na academia o crime é definido na hora. Sem regra anterior. E a pena é dá cabeça de cada gestor. Cada aluno deveria ser tratado como uma pessoa viva, e não como apenas um número. São sonhos de uma vida que estão em jogo. E frustrar sonhos não ajuda a motivar. Criar regras claras e transparentes já seria um bom começo.
Ao tomar posse jogam você na sua cadeira e falam: faz isso. Não há conversa. Não há reuniões. Não há feedbacks. Ou faz ou eu mando outro fazer! É assim que acontece na maioria das vezes. Não há treinamento dos gestores para gerirem de fato. Cada um faz da sua cabeça, sem nenhuma uniformidade de uma gestão para outra. Faz o servidor pensar: “o que eu estou fazendo aqui? Isso não é minha casa e parece que nunca será”. Não há perspectiva de melhora. E essa falta de perspectiva é muito desmotivadora. Treinar os gestores para entenderem o que deve ser feito e como deve ser feito seria uma boa forma de começar a mudar essa situação.
Não há meritocracia de fato. Os servidores que desenvolvem ótimos trabalhos, ao invés de receberem benefícios, recebem mais trabalho. Os servidores ruins são beneficiados com pouco trabalho e com viagens e remoções, já que ninguém os quer por perto. Os gestores que conheço não se preocupam em saber o porquê da desmotivação. Um exemplo de “prêmio” para bons servidores seria, por exemplo, uma missão em casa – para quem está fora de casa – ou o direito de escolher férias primeiro que os outros, por exemplo. Deveriam haver métricas objetivas para mensurar a qualidade do trabalho de cada um.
A gestão de pessoal vai desde se preocupar com o ambiente onde acontece o trabalho, até cuidar da própria saúde do servidor. Não só pensar que o servidor ganha o salário dele todo mês, então tem que fazer o que eu mando sem questionar. Isso empobrece a polícia federal como um todo. Contra-argumentos ajudam a desenvolver ideias e pensamentos. Debates são saudáveis para o desenvolvimento.
Um servidor motivado trabalha mais e se empenha mais. Com isso gera mais e melhores resultados frutos do seu labor. Não adoece. Se sente satisfeito onde está e se sente parte da instituição. Fica com a mente sã. E isso faz todos saírem ganhando. O servidor feliz onde está. E o órgão, que estará em pleno desenvolvimento e saudável, já que o órgão é a soma dos seus servidores. Isso se torna um círculo vicioso. Servidor saudável, polícia saudável.


ps.: Isso foi um desabafo de alguns meses atrás que fiz numa redação para um curso interno.
pps.: Nem sempre tudo são flores. Na verdade, quase nunca.
ppps.: Isso é para aqueles que pensam que é tudo uma maravilha. Galera, essa fase minha passou. Mas tive que correr atrás. E recebi uns conselhos de uma certa Novinha (mulhernapolicia).
pppps.: Ah, tirei nota máxima nessa redação. Pra me gabar um pouco.

terça-feira, 24 de abril de 2018

A escolha das Vagas na Academia Nacional de Polícia - ANP

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Imagem do Teatro de Arena na Escolha de vagas. Não sei o ano, peguei a imagem no google. Se imagine aí!

Baseado na pergunta do Leandro Mota, falarei como funciona a escolha de vagas na Academia Nacional de Polícia - ANP.

Após quase todo o curso, restando algumas poucas aulas, mas nenhuma prova, acontece a famosa escolha de vagas da Academia Nacional de Polícia. As provas todas já ocorreram porque a escolha é baseada na sua colocação dentro da ANP. Ao chegarmos na academia, zera a nossa nota do concurso e todo mundo volta a ser igual. Vai de você estudar para ficar bem colocado e poder pegar uma vaga menos ruim, ou não. Há quem não esteja nem aí. Eu me preocupei!

Só vão para a academia as vagas que sobram do concurso de remoção do efetivo interno. Traduzindo: onde o efetivo não quer estar, são as vagas que sobram para os futuros novinhos. São muitas cidades que sobram. Desde São Paulo até Oiapoque. Se você é do Rio de Janeiro ou do Nordeste, saiba que vai demorar para voltar para casa. Sem querer ser estraga-prazeres.

Dentro da ANP você só tem ideia da sua colocação atual porque os próprios alunos vão fazendo uma lista com as notas de todos. Há quem se dá o trabalho de ir de sala em sala pegando nota a nota e montando uma planilha Excel. E nessa lista você sabe mais ou menos em que colocação atual você está. Não há lista oficial da colocação até chegar no dia da escolha. Isso é meio tenso.

As competição entre os alunos é acirrada e as notas são bem parelhas. Por exemplo, a diferença do 600° pro 1°, na minha academia, era de menos de 1 ponto. Então, bastam algumas notas menores que 9 para você começar a despencar. E não é fácil de se recuperar. Na verdade, é quase impossível.

Quando se está quase no final, para nós finalmente nos formarmos, reúnem todos os alunos no Teatro de Arena. É um lugar que cabe todo mundo. Nesse dia você pode levar o celular. Porque muita gente precisa falar com mulher, mãe, filhos para ajudar a escolher a melhor lotação inicial. Pela lista feita pelos alunos, dá para se ter uma ideia em qual cidade vamos parar, mas nunca é certeza. Por exemplo, quando eu estava lá havia rumores de que São Paulo, por ser uma capital cara de morar e de baixa pontuação (eu explico isso depois), seria uma das últimas lotações a serem escolhidas. Porém foi uma das primeiras.

Chegando no Teatro de Arena, ligam um projetor. Na tela: de um lado a lista das cidades com as respectivas vagas. Do outro lado a lista com os alunos ordenados por classificação. No meu caso eram quase 700 alunos. Faz-se uma fila com 10. Começa do zero um da academia. O cara mais bem classificado. Ele vai até o microfone, grita o nome, colocação e a cidade pra qual quer ir. Já entra o 11° na fila. Vai o segundo. Já entra o 12° na fila. E assim prossegue até o zero último.

Dura algumas horas esse processo.Se cada aluno demorar 30 segundos, são quase 6h de duração. Foi mais ou menos isso. Houve um intervalo para o almoço. Na hora das escolhas é bem divertido e descontraído. Tem aluno doido bem colocado, por exemplo, que escolhe tabatinga. Aí a galera grita, vibra. Mas acho que esse momento da escolha da lotação inicial é o momento que você tem que ter mais cuidado para não ir para um lugar muito ruim. Tem que ter em mente que ali será sua moradia por alguns anos. Ninguém sabe quantos. Logo, não dê uma de super herói. Escolha, caso tenha oportunidade, a melhor lotação possível. Todos serão policiais. Não vá na onda de alguns que dizem que para ser PF de verdade tem que ter passado por uma lotação horrível. Balela isso.

E quando termina o dia da escolha, tudo volta ao normal. Mas agora você sabe oficialmente para onde vai. Começará a procurar sobre sua lotação. Conversará com os professores que são lotados na sua futura cidade. E, mesmo que você tenha ido para um lugar "ruim", vá de mente aberta. Faça de lá o seu lar, que o tempo passará muito mais rápido e será muito mais divertido. Em todos os lugares do Brasil existe gente e coisas interessantes. Busque isso.

ps.: terminando de responder a pergunta do Leandro: Você só veste a camisa preta após estar empossado. A única coisa que você "ganha" do departamento é a arma, um notebook e o colete. O distintivo e a camisa você compra, se quiser. A primeira vez que vesti a camisa preta foi para um treinamento de tiro.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Aulas de tiro na Academia da Polícia Federal

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Aula de tiro na Academia da Polícia Federal - ANP

Mas a primeira semana é sem muita emoção pelas aulas. Nada de mais mesmo. Muita apresentação da academia e como ela funciona e algumas aulas teóricas. Mas mesmo assim é correria para todo lado, já que você é aluno e está começando a aprender como se portar e vai descobrir que 1 minuto é considerado atraso punível. Você não vai lembrar que uniforme usar no dia. Vai esquecer de fazer a barba ou esquecer de levar o boné. Tomará as famosas canetadas (cada uma tira um pouco da nota de conceito, o que pode mandar você, no final, para o quinto dos infernos - tipo Oiapoque).

Mas na segunda semana, com os alunos mais aclimatados com a academia, começam as aulas práticas e a tão esperada aula de tiro. Galera vibra demais pra ter essa aula. Acho que é a aula mais aguardada pela maioria dos alunos. Quem era das forças armadas e demais forças de segurança já não fica mais tão ansioso. Mas o resto fica bem apreensivo. Muitos nunca atiraram e já se imaginam o próprio Rambo.

Para ir e voltar da aula de tiro, o caminho é feito correndo. Sempre correndo. Mas não é longe. Uns 400 metros talvez. E a aula é no sol. É impressionante como nessa hora as nuvens somem e sol brilha forte. E os professores do Setor de Armamento e Tiro (SAT) gostam de falar. Os caras falam muito. E sempre no sol, nunca na sombra. Normalmente são duas horas por vez de aula. Então são bem cansativas. Ainda mais no sol (eu já disse que a aula é sempre no sol forte?).

Acontece muito de depois dessa aula de tiro ter outra, mas teórica, e grande parte da turma ter que lutar contra o sono e o cansaço. Principalmente se a aula de tiro é após o almoço. O cara sai do almoço, corre pro alojamento, toma banho. Não dá tempo de cochilar. Já se arruma, corre para a formação da tarde. Depois já corre para a aula de tiro. Ou seja, não descansou nada. Chega na aula teórica, 4h da tarde, quer morrer. Nem café dá jeito.

Ah, e você terá muita aula de tiro. Muita! Quando você cansar de atirar, ainda falta metade da academia. Vai atirar de pistola, revolver, submetralhadora, fuzil, bazuca, grana, estilingue, ar comprimido, funda e... opa, me empolguei. Só até a parte do fuzil. Eu não contei quantos disparos demos, mas os professores falaram que foram 1635 tiros disparados por cada aluno. Pensa aí. Multiplique por 700 alunos!

Já no final do curso, juro para você, as aulas teóricas que antes eram monótonas, parecerão muito mais atraentes que as aulas operacionais. Você não aguenta mais se sujar, correr, agachar, atirar, levantar, catar estojo, atirar, atirar e atirar. Só de falar nas aulas de tiro, ainda hoje, eu sinto o cheiro da pólvora.

Os professores são bons atiradores e a maioria tem uma didática boa. Tratam todos como se ninguém soubesse atirar. Isso é excelente. Fique sempre atento para não bisonhar e fazer besteira na linha. Limpe bem sua pistola. Terão aula disso também. E é algo que levará para sempre. Mais do que atirar na sua vida funcional, você limpará sua arma. 

Acho que era isso que eu tinha para falar sobre a aula de tiro.

ps.: Próxima postagem vou tentar falar sobre a aula de abordagem. É engraçado na academia todos treinando para a prova.
pps.: Ajudem aí dando ideias. :)

domingo, 1 de abril de 2018

A vida na ANP - Academia Nacional de Polícia

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Essa é A placa. Fecha os olhos e realiza!
Acabaram me perguntando no outro texto se eu podia dizer como foi a vida na ANP. E eu realmente não lembro de ter escrito sobre isso. Falei de algumas aventuras lá dentro, mas a vida em si acabei me esquecendo de falar.

A ANP é chatona! Pronto. Era tudo que eu tinha a dizer.

Zoeira. Não era tudo que eu tinha a dizer. Mas eu não tenho saudades daquela academia. Sério. E de todos os colegas para quem eu já perguntei, nenhum tem saudades. Temos saudades dos amigos feitos. Das brincadeiras, das farras e das federetes amigas. Essa última parte é zoeira.

Quando você chega, tem a famosa fila. Como eu fui um dia depois, evitei essa famosa fila. Sério, eu já tinha passado por uma fila na entrada da academia da PRF. Não precisava passar por mais uma. Mas a galera curte. Tem nego que dorme na porta da ANP no dia anterior à matrícula para ser o primeiro da fila, Eu acho doideira. Mas se você tá nesse espírito, vai lá. Mas aviso que serão muitas filas durante os 4,5 meses lá dentro. Fila pro vestiário, fila pro almoço, fila pro café, fila pra janta, fila para comprar material, fila para entrar de manhã no bloco das salas de aula, fila para entrar a tarde no mesmo bloco (já até esqueci a letra do bloco). Os blocos lá são identificados por letras.

Esqueci de dizer que tem uma placa na entrada da ANP, bem na entrada, que diz: Entrada para realização de um sonho (Alunos). Velho, essa placa é foda! Falo com lágrimas nos olhos. Porque quando você chega lá, realmente você nem consegue acreditar. Você olha para aquilo e diz: eu consegui. PQP EU CONSEGUI! E você respira fundo. Porque a sensação é surreal. E disso eu me lembro bem. Essa sensação de conquistar aquilo que você sonhou. Aquilo que você lutou. Essa sensação... ahhh faz tempo!!

Bom, depois que você chorou perante A placa e sobreviveu à primeira fila, a da entrada, vêm a fila para comprar material. Dessas filas eu só soube de relatos. Um amigo disse que chegou 8 da manhã na ANP no primeiro dia, e só conseguiu chegar no alojamento 4h da tarde. Eu cheguei 14h do segundo dia e 15h estava no alojamento. Então, evitei umas filas.

Você vai gastar uns R$ 600,00 em material lá dentro. Se não tiver dinheiro, a loja faz fiado e você pode pagar quando receber a bolsa. A bolsa, que é a parte mais legal, é equivalente a meio salário inicial do cargo que você está pleiteando. No caso de Agente, Escrivão e Papiloscopista está mais ou menos uns R$ 5900. Ela atrasa que é uma beleza. Eu não recebia a bolsa, já que estava licenciado para fazer o curso de formação. Eu recebia meu salário de PRF. Há essa possibilidade na legislação. Então não sofri com atraso e ainda recebia um pouco mais! Soube que atrasava por relatos também.

Basicamente sua rotina é acordar 6h da manhã, ir para o refeitório tomar café. Depois ir para a formação que tem toda manhã. As turmas cantam o brado e depois entram em fila. Não pode conversar, não pode sorrir, não pode piscar. Velho, eu já tinha passado por isso em outra academia de polícia, então já viu né! Mas tinha muita gente vibrando. E tem que vibrar mesmo. Eu que era chato de galocha! E tem gente desmaiando também, por ter ficado muito tempo parado em pé. Você vai estar lá e vai lembrar disso aqui que está lendo.

Depois você vai para aula. Tem uns que vão para a aula de educação física, uns para as aulas teóricas e outros para as aulas operacionais, que são várias e eu não vou lembrar de todas: Tiro, abordagem, direção operacional, vigilância - a melhor de todas para mim -, e outras mais). Essas aulas do turno matutino terminam por volta de meio dia. E você tem 2h pra almoçar e descansar. Nessa hora você pode fazer o que quiser. Tinha um amigo no alojamento que almoçava todo dia atum com miojo para não ter que ir para o refeitório.

Você volta à tarde, 14h. Em pé de novo. Brado de novo. Fila de novo. Sala de aula. Essas aulas terminam por volta das 17h e 30 min. Depois você está liberado. Alguns dias você tem aula até 19h, 21h e pode ter até mais de meia noite (alguns dias). E no sábado normalmente vai até meio dia. Você estará liberado para sair da academia a partir de sábado meio dia, podendo retornar até segunda pela manhã. Pode ir e vir durante o dia todo se quiser. Só não pode sair mais e nem entrar mais a partir das 23h. Se passar das 23h, só pode voltar 6h da manhã. E se ficar dentro, só pode sair após 6h da manhã. Consegui explicar?

ps.: Próxima postagem eu comento mais sobre as aulas e as primeiras semanas.
pps.: O que acharam? Comentem.
ppps.: Se não entendeu, baixa e já empurra a terra 10 vezes. E diz o que não entendeu.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Mais uma missão contra o tráfico de drogas!

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Informação passada pela inteligência: traficantes vão fazer uma entrega numa fazenda X, de 40 quilos de cocaína/ pasta base. Objetivo da missão: Interceptar a droga e o comprador com o dinheiro, carro e tudo que puder mais. Busca e apreensão caso dê o flagrante.

E foi assim que começou uma das missões mais legais que já participei. Foram divididas uma equipe de vigilância e uma equipe de assalto. Eu fiquei com um dos rádios da equipe de vigilância.

Chegamos de carro a alguns quilômetros do local onde os compradores iriam buscar a droga. O restante iríamos a pé pelo meio do mato. Estava chuviscando. Isso é ruim pela sensação de ficar todo o tempo molhado. Mas é bom para chegarmos mais perto do alvo sem sermos notados, já que o mato molhado não estala e o barulho da chuva confunde quem tenta ouvir alguém se aproximando.

O local era uma fazenda no meio do nada. Cercada de mato e estrada de terra. Tinha uma casinha pequena no lugar, onde se acreditava estar o vendedor da droga e a droga. A inteligência nos passava pelo rádio as ligações em tempo real feitas pelo comprador com o vendedor.

O rádio também servia para comunicar com a equipe de assalto e avisá-los quando seria a hora de agir. Porém, chegamos de tardezinha no local. Ainda muito iluminado para chegarmos perto. A equipe de vigilância tentaria chegar o mais perto possível. Perto o suficiente para tentar ouvir a conversa dos traficantes. Para isso teríamos que aguardar a noite cair. E assim fizemos. Avisei no rádio: pessoal, não tem como chegar mais perto de dia. Vamos aguardar a noite para aproximar bem. Tivemos que esperar uns 40 minutos.

Ao cair da noite, começamos a nos mover novamente. Rastejando no mato alto, com todo o cuidado. O rádio ia no volume mínimo para que não fôssemos descobertos. Até a luz piscante do rádio eu tinha que tampar com o dedo para não nos denunciar.

Atravessamos um ramal (pequena estrada de barro) com todo cuidado, pois ali poderiam nos ver fácil, já que estaríamos momentaneamente sem a proteção do mato. Chegamos perto da cerca da fazenda, bem próximo a casinha. Podíamos ouvir as ligações do traficante com o comprador, que depois nos era passada pela inteligência. Mas ouvíamos em primeira mão, antes da inteligência nos passar, e começamos a manter a equipe de assalto atualizada.

Nessa hora temos que segurar a ansiedade, pois poderíamos perder tudo caso fôssemos precipitados. Tínhamos que esperar a droga e o comprador estarem juntos com os traficantes.

Nós estávamos parados bem perto de uma estrada a qual nem eu nem a equipe tínhamos visto. E foi um vacilo que quase nos custou a missão. Num certo momento o traficante mandou o outro pegar alguma coisa no fundo da fazenda. Chamá-lo-ei de Bilu. Bilu foi buscar algo e saiu caminhando na nossa direção. Foi quando eu percebi o quão próximo dessa estrada nós estávamos. Porque ele veio quase pisar na gente. Abaixamos as cabeças e torcemos para que ele não nos visse. Passou a menos de 1 metro de distância. Coração batendo na garganta. Bilu foi e voltou, mas não nos viu! Essa foi por pouco. Por muito pouco.

De repente começamos a ouvir barulho de carros se aproximando. Era a compradora. Chegou fazendo muito barulho, podíamos ouvir claramente o que ela queria: A cocaína. Nessa hora a equipe de assalto falou no rádio: vamos entrar! Pude perceber que eles também estavam bem próximos e ouviram a conversa, ou ela falou alto demais.

Eu falei pra equipe: segura, não sabemos se o traficante já pegou a droga escondida. Eles me escutaram e seguraram. Até que o traficante anunciou que estava com a cocaína em mãos, e perguntou para a compradora: - cadê o dinheiro? A compradora foi buscar no carro. E, nessa hora, antes mesmo da equipe de vigilância gritar para atacar, a equipe de assalto saiu do mato gritando: Polícia Federal, ninguém se mexe!

Pegamos a droga, o dinheiro, e recebemos muitos parabéns dos professores que estavam coordenando o exercício. Porque na ANP você também pratica como se fosse real. E foi bom demais. E percebemos que é muito mais tempo de preparação que de ação.

ps.: Sugestão de textos são sempre bem vindas.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Missão: resgate noturno de reféns em cativeiro

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Tudo começou com o briefing. Reunião numa sala pequena. 43 policiais equipados se apertavam entre as cadeiras para saber qual seria o plano naquela noite. Ocorrera um sequestro com cárcere privado. Já sabíamos onde o cativeiro estavam e o objetivo era libertar os reféns.

Saímos até o ponto de encontro de toda a tropa. O problema era que só alguns policiais conheciam o terreno. Era noite de lua cheia. O caminho acidentado e com a mata na altura dos joelhos. A caminhada era a tática, para não fazer barulho, e o fuzil o G36.

Caminhar nessa posição é desgastante. Eu já podia sentir as costas ardendo. Várias vezes tivemos que nos abrigar e deitar. O inimigo podia aparecer de qualquer posição. Tivemos que atravessar um pequeno riacho. Sorte que estávamos preparados. Desequipamos, botamos toda a roupa e equipamentos em um saco plástico para que chegassem do outro lado secos.

Lembro de sair do riacho, equipar, voltar a caminhar, com dor nas costas e os ombros cansados. Já tinham se passado 5 horas do início de tudo. Olhei à retaguarda, a procura de alguém que quisesse nos surpreender, e vi a lua. Caramba, como ela estava bonita e vermelha. Até chamei pela colega e falei baixinho: que lua, hein!

Mas o acalento do nosso lindo satélite natural não durou muito. Logo um colega tropeçou num cordão que fez explodir uma bomba. Fiquei atordoado. Meio cego, meio surdo. Desnorteado. Alguns companheiros feridos. Mas tínhamos que prosseguir, o alvo estava perto.

De repente ouço gritos lá da frente do pelotão: Polícia Federal, mãos na cabeça!! Vários disparos e um silêncio. Bandido morto. Reféns liberados.

E, nessa hora, tudo volta ao normal. E os professores nos parabenizam pelo exercício de patrulha noturna bem sucedido. O riacho era a piscina. Mas juro que parecia um riacho.


Já eram quase 22h. O dia foi exaustivo. Cansados e sujos, jantamos e voltamos para nossos alojamentos, tomar banho e dormir o mais rápido possível. Afinal, amanhã tem mais aula.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Não, a vida policial não são só emoções!

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Na academia de polícia vocês precisam ver. TODOS os alunos, ou quase todos, querem ir pra guerra. Eu era assim também. A aula de tiro é a mais esperada e as aulas práticas de deslocamento tático em terreno e as de táticas de abordagem são vibrantes. Já as aulas de trânsito e leis ambientais, fiscais e outras e tais, são as entediantes.

Porém, na pista, você utilizará mais as leis que o resto todo. Há policiais que tem 30 anos de carreira e nunca sequer precisaram sacar a arma. Eu já estou a 2 meses e, apesar de abrodar muita gente, e prender algumas pessoas, não precisei nem sacar as algemas! A arma então, nem se fala. Só fico sacando para não perder a prática. O mais emocionante que participei foi um acompanhamento tático, que nem foi tão tático assim.

Há muito trabalho. Cansativo. Plantão de 24h não é moleza. Ficar no sol do norte o dia todo cansa demais. Essa é a emoção diária. Vez ou outra um usuário mais arrediu, mais enérgico. Mas basta você levantar um pouco a voz que tudo se acalma, sem briga, sem desacato. Todos eles contam histórias para não serem autuados. Algumas a gente nem escuta, outras a gente finge que acredita! Disse um colega: "se formos acreditar em todas as histórias que nos contam, era melhor fechar o posto e ir pra casa.

A gente aprende, com uma breve experiência, que levar gente para a delegacia dá muito trabalho. Você não quer levar alguém só porque falou alto com você. Não vale o esforço. Eles não prendem nem traficante com 10kg de pó, vão prender alguém por desacato? Dá um chega-pra-lá no cara e pronto. Olha o carro dele todo, cada detalhe e aplica 10 multas. Apreende o carro e deixa ele a pé. Existem outras formas mais legais e eficientes de se punir alguém. Afinal, o atendimento é a gosto do freguês.

Mas descobri outro tipo de emoção, que é ver a fiscalização dando certo. Você vê o usuário mudar o comportamento. Isso é legal demais de se ver. Você aprende a entrevistar. Percebe quando é mentira. Isso só vem com a experiência.

Eu realmente espero nunca precisar usar minha arma. Porque quando se pensa em usar a arma, só se imagina a munição indo né. Mas e o outro cara atirando de volta, e a munição vindo, já imaginou? É esse tipo de emoção que você quer? Eu é que não quero.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Histórias contadas por PRFs - Corrupção Policial 2

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Mais uma historinha engraçada, se não fosse trágica, contada por um Policial Rodoviário Federal.

Estava o PRF fiscalizando em frente à Unidade Operacional (conhecida também como "posto da PRF" pela maioria), quando resolveu parar um caminhão.

Ao fazer a fiscalização padrão, constatadas algumas infrações, e diante da possível retenção do veículo e da carga, o motorista comete a famosa tentativa de suborno, conhecida legalmente como "corrupção ativa", oferecendo o "do guaraná" para o PRF.

O Policial, ao receber a proposta indecente e pensar: "aqui é federal, porra", imediatamente deu voz de prisão ao incauto "motora". Porém ficou surpreso com a reação do motorista ao ser preso:

"Vocês (PRFs) têm que combinar entre si. Têm que se decidir. No posto ali atrás (se referindo a outra unidade operacional), se eu não dou a grana, sou preso. Neste posto, se dou, sou preso. Decidam-se!"

Será que esse caminhoneiro é daqueles que já leva o dinheiro do guarda separado?

Outra dessas histórias que me fez rir, mas deveria fazer chorar.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Histórias contadas por PRFs - Corrupção Policial

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Sabemos que há corrupção em qualquer parte do mundo e em qualquer classe de funcionários. Alguns desses corruptos são sem escrúpulos, sabem que estão prejudicando e não estão nem aí. Outros são corruptos da mesma forma, mas precisam justificar para si mesmos que aquilo que fazem não é tão ruim assim. E é desse segundo tipo que vou falar.

Um  PRF me contou que trabalhou com um guarda corrupto uma vez, nos tempos remotos. O cara aceitava dinheiro dos caminhoneiros para deixar passar as infrações. Aquele famoso dinheiro do "guaraná". Mas esse guarda precisava se justificar para si mesmo para se sentir bem, e fazia da seguinte forma:

Explicava ele: "Quando o caminhoneiro sai com a carga para a rodovia, ele já leva o dinheiro da gasolina, o dinheiro do pedágio, e leva também o dinheiro do guarda. Ou seja, esse dinheiro já é meu, eu só vou lá buscar". E com isso ele conseguia dormir bem, já que ele não estava fazendo mal a ninguém. Só que não!

Quando esse PRF amigo meu me contou esse causo, eu ri. Porque esse causo é engraçado. Mas, de fato, não deveria ter nenhuma graça.

Eu realmente espero que este guarda já tenha sido extirpado do quadro da PRF.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O valor do tempo no Curso de Formação e a saudade!

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Ah o Curso de Formação Profissional, conhecido também como CFP. Tenho saudades. Não saudades da ralação, mas da aprendizagem, das pessoas, da segurança que os instrutores(as) passam, dos próprios instrutores e instrutoras, das brincadeiras. Das meninas bonitas.

Lá eu aprendi que 1 minuto é um tempo muito valioso - dá para comer uma barra de cereal, ir ao banheiro e encher a garrafinha de água para levar pra sala de aula.

Descobri também que em menos de 4 segundos você consegue sacar uma arma e atirar 6 vezes em 3 alvos distintos - dois tiros em cada alvo.

Aprendi que 3 meses passam rápido e que você pode sim enjoar de Florianópolis.

Aprendi que descansar somente aos domingos não é tempo suficiente para mim. Dizia que quando acabasse eu queria uma semana para dormir. Tire-me a comida, mas não me tire o sono!

Então, acho que o CFP é um mundo paralelo no qual você vive por 3 meses e ele muda sua vida. É muito intenso e vale muito a pena. Ele deixa saudades e muitos amigos. Pessoas que você jamais teria a oportunidade de conhecer e que jamais se reunirão ao mesmo tempo num mesmo lugar novamente.

A vida segue. Vamos para a próxima etapa.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Aulas de tiro no Curso de Formação da PRF

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Assim que eu soube que havia passado em todas as etapas do concurso da PRF já comecei a pensar em como seria chegar na academia sem nunca ter dado um tiro. Pensei que, nesse caso, chegaria atrás dos outros aprovados e decidi: vou para um clube de tiro para praticar.

Chegando lá no clube pedi orientações. A dona do clube me ajudou a entender como funcionava a arma e me mostrou algumas técnicas e posições táticas para atirar. Assim se foram 50 disparos. Tiro visado, tiro instintivo, saque rápido, tiro duplo policial e tiro contra colete. Diversão total.

Pois bem, chegando à academia da Polícia Rodoviária Federal pensei: aula de tiro. Para mim, que trabalhava com papel em um ambiente de escritório, num belo dia quando entrei na sala de aula e vi uma PT 840 em cima da mesa de cada aluno, fiquei encantado. Nesse dia o instrutor deu 1 minuto para mexermos a vontade na arma. Depois as recolheu e começou uma aula teórica. Pensei: ahhh, e os tiros?

Pois antes de atirarmos de fato treinamos muito em seco. Tiro em pé, deitado, posição torre, saque rápido, tiro andando, andar tático, tiro à retaguarda, transição de armas, tiro abrigado, tiro com apenas uma das mãos e tudo que se pode imaginar. Nessa hora que eu descobri o que era olho diretor e que meu olho diretor era trocado.

Depois usamos munição de treinamento, aquelas que só servem para dar peso à arma e fingir que dispara. E com essa munição treinamos novamente: Tiro em pé, deitado, posição torre, saque rápido, tiro andando, andar tático, tiro à retaguarda, transição de armas, tiro abrigado, tiro com apenas uma das mãos e, novamente, tudo mais que se pode imaginar.

Após esse treinamento todo eu pensei: agora estou pronto. Quero chegar ao estande de tiro e arrebentar.

E então finalmente chegou o grande dia. A hora que todos esperavam ansiosos. O dia de atirar com a munição de verdade. Chegamos ao estande correndo e cantando canções militares. Aquelas que um fala e os outros repetem, sabe? Pois é. Todos de colete, óculos de proteção e abafadores de orelha, coldre de perna, bornal e porta carregadores no cinto tático. Eu praticamente me sentia no cargo. Agora sou PRF, empolgação (drama mode ON).

Pegamos a arma e o carregador. Colocamos a arma no coldre e os carregadores, agora municiados - com as munições brilhando-, nos porta carregadores e nos dirigimos para a linha de tiro. Recebemos a instrução de como deveríamos fazer, sinais de apito que deveríamos obedecer e pronto. Finalmente chegou a hora da diversão.

Porém eu nunca imaginei que ficaria tão nervoso. Quando o instrutor mandou alimentar e arma e carregá-la, minhas mãos já tremiam. Suava muito e pensei: e agora?? Quando o instrutor falou: ao som do apito, 10 tiros visados, ao seu tempo. Priiii (som do apito! :P). Meu coração gelou. Frio na barriga! Mas eu já tinha atirado, pensava, por que diabos estou tão nervoso? Era incontrolável, apesar de todo o meu esforço para tentar controlar.

Mesmo com todo o nervosismo eu saquei devagar, mirei e respirei fundo, não necessariamente nesta mesma ordem. Acho que respirei fundo antes de mirar, na verdade. Era difícil demais manter a mira no alvo, já que ela se mexia muito. E logo eu tomo um susto. Alguém deu o primeiro tiro. E cada tiro que alguém da linha disparava era um susto. Que coisa estranha, pensei. Vamos lá PRF do Norte, se concentra, porr@. E, após disparados os 10 tiros, e depois mais 10, eu continuava extremamente nervoso. Foi quando eu pensei: será que eu odeio atirar? (Depois eu descobri que não. Que muita gente também estava tremendo e que isso era normal.)

Nas aulas posteriores fui ficando cada vez mais tranquilo. Até que tudo era bem normal. Atirar era bom e eu me empolgava com a transição de armas e com o tiro duplo policial em vários alvos. Apesar de gostar muito, tiro não era a aula mais legal. A aula mais legal era a Condução Veicular Policial. Mas isso é outra história.

Então não rejeite algo que não gosta logo na primeira tentativa. Dê a chance desse algo tentar te convencer. (Como eu achei essa postagem sem sentido, resolvi falar isso no final!! :P). São as aventuras de um Curso de Formação Policial! PRF! Orgulho de Pertencer! Ou quase pertencer.