terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Recém empossados do concurso de 2021 - Sejam bem vindos à firma, novinhos!

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Pela primeira vez na minha carreira de Policial Federal tive a oportunidade de receber os novinhos (policiais que tomaram posse recentemente). Quando os novos chegam na Superintendência, normalmente eles passam por um estágio, de um ou dois dias, em cada uma das delegacias para poderem ter uma noção de como cada uma funciona e poder opinar em qual delas gostaria de trabalhar nessa primeira investidura. Falo “opinar” porque de fato a escolha final não é deles e podem ser lotados onde não queriam.

Para aqueles que não estão habituados vou explicar: uma superintendência é feita de várias delegacias especializadas, cada uma com seu nicho de atuação. Se você é lotado em uma delas, 99% do seu trabalho vai ser relacionado com aquele tema específico. Por exemplo, se você está trabalhando numa Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários, essa será, basicamente, sua área de atuação. Terá treinamentos específicos do tema e, com algum tempo, você será especialista nisso. Pode acreditar, você fica bom nessa porra! Logo que chega na delegacia parece que nunca vai aprender, é tudo muito nebuloso e parece difícil. Mas depois, quando mal percebe, já tá arrebentando nas investigações. É muito gratificante e, posso até dizer, divertido.

Depois que entrei na PF, em 2016, chegaram mais três turmas de novinhos. Duas do concurso de 2018 e uma, agora, do concurso de 2021. Mas nas duas de 2018 eu não participei da chegada dos novos: na primeira turma que chegou do concurso de 2018 eu estava de férias. Quando voltei eles já estavam com quase um mês de casa. Podem acreditar, o policial com um mês de casa já é muito diferente de um que tem poucos dias, ganha experiência muito rápido, ainda mais quando os antigos vão ajudando. Na segunda turma de 2018 eu estava de missão em Brasília. Quando voltei eles já tinham mais de três meses, os estágios já tinham acabado, e eles já estavam bem familiarizados com o trabalho.

Nessa primeira turma do concurso de 2021 eu tive a feliz oportunidade de receber policiais com apenas horas de posse. Encontrei com a colega responsável pela posse dos novos no corredor quando estava indo buscar um café, ela me abordou e disse: APF do Norte, esse aqui é para a sua delegacia, pode levá-lo lá? Eu perguntei: ele tá tomando posse agora? Ela falou, hoje pela manhã, e eu quero mostrar a sala da delegacia e apresenta-lo lá, que segunda o estágio dele já é com vocês.

Nessa hora você olha para o novinho, se apresenta, e percebe que os olhos dele estão brilhando. O cara acabou de entrar na Polícia Federal e sabe que não é para qualquer um estar aqui. Também sabe que não é qualquer polícia essa tal de Polícia Federal – é A polícia! Pelo olhar dele é notório que nem ele acredita ainda. Só quem ingressa na PF sabe a árdua batalha que é para estar aqui. Ele sabe que milhares tentaram e não conseguiram, porém ele logrou êxito. Isso não há dinheiro que pague. Falei para a colega: pode levá-lo lá, por favor, vou só ali na copa pegar um café. Ela: deixa comigo.

Esse novinho do parágrafo acima foi um dos últimos a tomar posse. Antes dele eu já tinha conhecido alguns. Inclusive vários já tinham feito estágio lá na delegacia. Com a chegada deles o clima de trabalho muda. Você os ouve nos corredores, no café, nas salas e até no estacionamento. É contagiante a animação. Faz recordar de quando foi com você, quando você chegou. Um dia todos fomos novinhos. A chegada deles traz excelentes recordações. Sangue novo nas artérias da Polícia Federal, trazendo oxigênio novo, que acabou servindo para renovar o meu ânimo também.

Sejam todos muito bem-vindos à firma. Fico feliz em recebê-los e mais ainda de muitos que estão aqui terem participado dos nossos simulados de informática. Agora vocês fazem parte da Polícia Federal. Ontem era só um sonho e hoje você está aqui. Nunca esqueça de quão sofrida foi sua batalha para que sempre possa dar valor à sua conquista. Aproveitem a estada e curtam cada momento. Chega de bla bla bla e vamos trabalhar!

 

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domingo, 18 de abril de 2021

O dia em que fui abordado de forma muito truculenta pela PM

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Senhoras e senhoras, começarei esse texto avisando que eu não acho que todos os policiais militares são truculentos, mas existem membros em todas as forças policiais que são sim desnecessariamente truculentos e desproporcionais na hora de abordar qualquer pessoa. Esse foi o caso que aconteceu comigo, e que contarei a vocês.

Nos é ensinado na academia que o momento da abordagem é um momento crítico. Você não sabe quem está sendo abordado, e não está escrito na testa de ninguém se é ou não bandido. Então, no primeiro contato com os abordados, o policial deve ser mais enérgico e firme no que está fazendo, para caso haja qualquer reação, ele esteja pronto para agir sem perder tempo. É muito importante não acomodar e achar que ninguém vai reagir a uma abordagem policial. Temos vários exemplos de policiais mortos ou feridos nas mais diversas situações de abordagem pelo nosso país e pelo mundo.

A academia de Jiu-jitsu ficava a uns 500 metros da minha casa. Era uma academia de bairro, localizada em um conjunto de casa. Essa região era conhecida por assaltantes oportunistas, que são aqueles que não podem ver alguém vacilando na rua, que vão lá fazer seu corre, normalmente numa motocicleta e armados, para pegar um celular ou algum dinheiro. Por esse motivo eu preferia ir de carro, mesmo sendo muito próximo à minha residência.

Nesse dia, peguei meu kimono, entrei no carro e fui treinar, como fazia normalmente em todos os outros dias. Estacionei quase em frente a academia. Antes de descer do carro, olhei bem para os lados, atento para ver se não vinha nenhum desse oportunistas de moto me assaltar. Sai rapidamente, tranquei o veículo com o controle remoto e entrei na academia. Fiz a aula normalmente. Começava por volta das 19h30min e durava até 21h, alguns dias até 21h30min.

Quando eu sai da academia, notei que havia duas viaturas da Polícia Militar no começo da rua, uns 30 metros de onde eu tinha estacionado. Fiquei até mais tranquilo, já que com a presença da PM dificultaria a ação, naquele momento, de qualquer um que quisesse me fazer algum mal. Nesse dia eu daria carona para um amigo do jiu-jitsu, que também morava próximo, mas era perigoso para ele ir a pé, principalmente sozinho.

As roupas que estávamos vestindo era somente a calça do kimono. Ambos estávamos sem camisa, já que meu carro não tinha banco de couro, e o Uwagi (parte de cima do kimono) estava ensopado de suor, e também fazia muito calor. Estávamos no norte do Brasil, academia sem ar-condicionado e tivemos, como sempre, um treinamento intenso. Resultado disso: muito suor e calor. Estou contando os detalhes das vestimentas porque isso vai ser importante durante a abordagem.

Fui para o meu carro, que estava estacionado de ré em relação às viaturas. O meu amigo sentou no banco do carona. Eu, com preguiça de fazer a volta com o veículo, resolvi segui de ré pela rua, já que próximo de onde as viaturas estavam tinha um cruzamento, e seria muito mais fácil manobrar, já que a rua era bem estreita e tinha calçadas muito altas.

Quando eu estava quase chegando ao cruzamento, uma viatura se mexeu e encostou atrás do meu carro, impedindo que eu entrasse de ré no cruzamento. Pensei: porra, esse cara não viu que eu estava saindo da rua? Custava ele esperar um pouco até eu manobrar? Achando que a intenção dele era entrar na rua e vendo que a viatura não conseguiria passar, pois meu carro atrapalhava, já que tinha um carro estacionado ao lado, em paralelo ao meu, avancei um pouco, para dar passagem.

Foi quando ele encostou novamente atrás. E eu, na minha mais doce inocência, pensei: Caralho, esse cara é burro. Não viu que já dava pra passar! Então fui novamente um pouco para frente, ficando bem em frente a academia de jiu-jitsu, no mesmo lugar onde estava estacionado momentos antes. E novamente eles encostaram. Foi quando eu notei que tinha algo errado, e o carona falou: cara, acho que eles querem que a gente desça do carro.

Nesse momentos eu olhei pela janela do motorista, e vi quatro policiais apontando fuzis e pistolas para meu carro, gritando e xingando, para que eu descesse e colocasse as mãos para cima. Nessa época eu não era policial, e nem sequer já tinha atirado ou tinha qualquer intimidade com qualquer tipo de arma. Fiquei muito nervoso com a situação. Nervoso de medo.

Os caras gritavam: "desce filho da puta, desce com a mão na cabeça, seu filho da puta". Eu falei: "calma irmão, tô..." Quando fui interrompido: "cala a boca, seu merda. Cala a boca. Desce todo mundo."

Nessa hora estava eu e o colega já fora do carro, encostados no veículo com as mãos sobre o teto. As armas continuavam apontadas. Os dois PMs que não estavam de armas longas se aproximaram, um de mim e outro do colega, e começaram a nos revistas. Lembram como estávamos vestidos? Pois é, não tinha nem como escondermos qualquer tipo de arma. Mas até aí, tudo bem. Trabalho deles.

Nessa hora, como estávamos bem em frente a academia de jiu-jitsu, o mestre e os colegas de treino foram aparecendo e ficaram observando aquela abordagem. O mestre tentou falar que tínhamos acabado de sair do treino, quando foi interrompido com um cala boca.

Mandaram o carona ficar de frente para o muro, e me pediram para acompanhar a revista no veículo. Nessa hora eu falei que eles podiam baixar as armas, que não tínhamos armas e que não precisavam ficar nervosos, pois não éramos ameaça. Foi quando um deles retrucou gritando: "ninguém está nervoso aqui não". Eu falei: "eu estou, tem um monte de arma apontada para mim".

Voltando às técnicas de abordagem. Nós não representávamos mais ameaça. Eles podiam diminuir o grau de intensidade e de energia da abordagem. Poderiam parar de apontar as armas, nos deixando mais tranquilos. Você evolui a energia da abordagem de acordo com os abordados. É assim que é ensinado na academia. Acho que eles tinham esquecido.

Lembro ainda de o colega que estava encostado no muro virar para olhar o procedimento, quando foi repreendido, sem nenhuma necessidade, também com gritos: "encosta no mudo, filho da puta, não vira, põe a mão na cabeça!”. Cara, não tinha motivo nenhum de fazer isso, nós estávamos extremamente passivos e obedientes.

Nessa época eu já havia feito o concurso para perito da Polícia Civil do meu estado, e estava aguardando o resultado da prova. Mas pensava o tempo todo: como eu queria, naquele momento, já ser policial e poder me identificar para acabar com aquela abordagem desnecessariamente truculenta.

Então, quando o policial ia começar a revistar meu carro, um amigo do jiu-jitsu que estava assistindo àquilo tudo, e também era PM, chamou o chefe da guarnição, se identificou e falou que nós tínhamos acabado de sair do treino. Nessa hora o PM chefe me chamou e falou: agradece ao teu amigo ali, senão isso aqui ia ser muito pior.

Eu fico imaginando que pra ser pior que aquilo, só se eles nos batessem ou atirassem. Não entendi o motivo da abordagem tão truculenta até hoje. Para que eu teria ido em direção às viaturas se eu tivesse algo a temer? A rua tinha saída para o outro lado, caso eu quisesse fugir. Além de tudo, não me pediram nenhum documento, e todos eles estavam sem os nomes na farda.

Eu não fiquei traumatizado, mas fiquei bem aborrecido e um pouco triste. Remoí isso por algumas semanas. Acredito que não seja necessário esse tipo de atitude de nenhuma força policial. Abordar de forma firme sim, truculenta, jamais.

Comente aí se você já foi abordado assim por alguma força policial e qual foi sua reação!

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sábado, 27 de fevereiro de 2021

Pontuação Mínima no Concurso de Remoção por Lotação - Agente de Polícia Federal (2020)

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Pessoal, finalmente as vagas da última remoção do cargo de Agente de Polícia Federal, com suas respectivas pontuações mínimas. Ou seja, essa planilha indica qual é o mínimo de pontos que você precisar ter acumulado para conseguir ser removido para determinada cidade.

As cidades que estão marcadas como "vagas de academia", já sabem! E também aquelas que tem a pontuação muito baixa podem ter vagas para a academia.


Senhores, para saber quanto tempo, mais ou menos, os senhores irão para cada cidade, basta pegar a pontuação da cidade de lotação, multiplicá-la pelo número de dias do ano. Aí os senhores terão a pontuação por ano daquela cidade.

Depois basta dividir a pontuação da tabela acima pela pontuação anual da cidade de lotação. Pronto, terão o tempo que será necessário para alcançar tal pontuação. Vou dar um exemplo pra facilitar. 

Você está lotado em Tabatinga/AM. Pontuação: 4,5. Essa pontuação é contada por dia. Ou seja, em um ano serão 365 * 4,5 = 1.642,5 pontos. Se você quer ir para Recife/PE, que a pontuação mínima foi 10.955,10 pontos, divida 10.955,10 por 1.642,5. O resultado é 6,6 anos.

Na planilha acima eu fiz o tempo baseado em cidade de pontuação 4.

Clique aqui para saber a pontuação de cada lotação!

Importante: essa pontuação mínima muda a cada concurso de remoção. Essa volatilidade depende muito da quantidade de concursos e, principalmente, da quantidade de vagas oferecidas nesses concursos.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Pontuação Mínima no Concurso de Remoção por Lotação - Escrivão De Polícia Federal (2019)

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Pessoal, finalmente as vagas da última remoção do cargo de Escrivão de Polícia Federal, com suas respectivas pontuações mínimas. Ou seja, essa planilha indica qual é o mínimo de pontos que você precisar ter acumulado para conseguir ser removido para determinada cidade.

Nessa pontuação de escrivão eu não separei as cidades de primeira investidura. Mas basta ver aquelas que a pontuação é muito baixa.


Senhores, para saber quanto tempo, mais ou menos, os senhores irão para cada cidade, basta pegar a pontuação da cidade de lotação, multiplicá-la pelo número de dias do ano. Aí os senhores terão a pontuação por ano daquela cidade.

Depois basta dividir a pontuação da tabela acima pela pontuação anual da cidade de lotação. Pronto, terão o tempo que será necessário para alcançar tal pontuação. Vou dar um exemplo pra facilitar. 

Você está lotado em Tabatinga/AM. Pontuação: 4,5. Essa pontuação é contada por dia. Ou seja, em um ano serão 365 * 4,5 = 1.642,5 pontos. Se você quer ir para Recife/PE, que a pontuação mínima foi 10.955,10 pontos, divida 10.955,10 por 1.642,5. O resultado é 6,6 anos.

Ou seja, você precisa ficar 6,6 anos em Tabatinga para acumular a pontuação necessária para ir para Recife. 

Mas saibam que essa pontuação mínima muda a cada concurso de remoção. Essa volatilidade depende muito da quantidade de concursos e, principalmente, da quantidade de vagas oferecidas nesses concursos.

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domingo, 3 de janeiro de 2021

Aula de Simunition - Entrada em residência - Aulas da Academia Nacional de Polícia Federal - ANP

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Munição de simunition!

"Então estávamos encurralados. Nos cercaram em um corredor, não tínhamos onde nos esconder. Os disparos vinham pela frente e pela retaguarda...".

Durante a ANP temos muitas aulas bem legais e divertidas. As de simulação de qualquer tipo de ação policial são as melhores, na minha opinião. Eu sempre as considerava muito melhores que qualquer aula de tiro. Não sei se é porque atiramos até enjoar na academia, e acabamos por cansar de dar tiro. Mas eu realmente prefiro as aulas de simulação. Pena que, quando fiz a ANP, eram poucas.

Nesse dia seria uma aula de simulação no SEOP (Serviço de Ensino Operacional). A missão seria fazer a entrada tática em uma residência. Bandidos armados estaria nos esperando, que seriam representados pelos professores. Para fazer esse exercício nós e os professores usaríamos umas Glocks especiais, que são feitas para atirar munição de tinta, chamadas de simunition. As munições de simunition são quase iguais às reais, mas são feita pra serem usada nessas Glocks especiais, e seu projétil é uma capsula plástica com tinta dentro.

Perguntei o porquê de não usarmos armas e munição de Airsoft. Eu achava que, se usássemos Airsoft, esse tipo de aula poderia ser ministrado com muito mais frequência, já que sairia muito mais barato que usar simunition. Responderam que a intenção é parecer o mais próximo da realidade possível, por isso se usa esse tipo de arma e munição.

Para a atividade a turma foi separada em equipes de 5 e 6 componentes. Enquanto uma equipe fazia a entrada na residência, as outras ficavam fazendo outras atividades. Não me recordo quais eram essa outras atividades, mas provavelmente alguma outra simulação ou treinamento. Quando uma equipe terminava a simulação a outra entrava. As equipes que aguardavam não assistiam às que faziam a atividade, para não terem spoiler de como seria, e acabar acabando com a diversão dos professores (mas a frente vocês entenderão).

Os alunos e professores estavam equipados quase da mesma forma. Coletes e mascaras de proteção facial. Só tinha um porém: os professores, que simulariam os bandidos, estava equipados com os carregadores cheios de munição. Ou seja, tinham munição à vontade para gastar em nós. E nós, alunos, que simularíamos os policiais, estávamos equipados com apenas duas munições no carregador. Ou seja, nós seríamos mais os "alvos" que propriamente os atiradores (olha a diversão dos professores aparecendo).

Eles falaram que dessa forma, com pouca munição, seríamos forçados a treinar mais a nossa tática de entrada! Mas acho que eles queriam só se divertir mesmo nos usando de alvo. Acho que é aquele tipo de aula em que eles combinam entre eles de ser usada para desestressá-los. O briefing antes da aula deve ser assim: rapaz, nós vamos hoje detonar os alunos na bala de tinta, quem quer? Tenho absoluta certeza de que nesses casos sempre têm mais professores voluntário para participar que vagas disponíveis para dar aula. Afinal, quem não acha divertido maltratar de aluno? Pois é!

Voltando à simulação, finalmente chegou a vez da minha equipe de participar. Como eu já era policial e já tinha feito uma academia (PRF), os professores me mandaram ficar na retaguarda e entrar por último, pois queriam alguém que não tinha experiência policial para entrar primeiro. Mal eles sabiam que era a primeira vez que eu fazia aquilo!

Na minha equipe tinha uma menina que estava quase travada de medo. Será chamada, a partir daqui, de zero meia. Claro que eu estava ansioso e tenso, acredito que a maioria da equipe também estava, afinal era uma simulação bem realista. Mas nós conseguíamos não deixar isso nos dominar. Mas a zero meia estava quase colando as placas.

Ao chegarmos na residência simulada, batemos na porta e gritamos: Polícia Federal, abram! E ninguém respondeu. Um colega, que já era Policial Civil, gritou e bateu novamente. Não havendo resposta, então ele tomou a dianteira, meteu o pé na porta até ela escancarar.

Ele foi esperto, meteu o pé e saiu da frente, porque mal a porta abriu, já fomos recebidos uma chuva de bala vindas lá de dentro, em nossa direção. Acho que os professores tinham munição infinita, tipo nos jogos de vídeo game, porque os disparos simplesmente não paravam. Quando eles finalmente deram uma pausa, acho que para recarregar, a equipe adentrou para revistar o primeiro cômodo.

Só que a zero meia colou as placas e não entrou junto. Ela estava bem na minha frente na fila, por isso não consegui seguir a equipe, travado por ela. Então ficamos nós dois do lado de fora. Assim que a equipe passou pela porta, a chuva de bala voltou.

A parte da equipe que entrou ficou abrigada na parede do primeiro cômodo. Os tiros vinham de um quarto que ficava após essa parede, um pouco mais a frente. Se me recordo bem eram 5 na equipe. Então 3 entraram e 2 ficaram fora: eu e a zero meia. Mesmo com meus insistentes comandos para ela entrar, ela travou. Ficamos uns 3 minutos nesse impasse. Até que finalmente a convenci a entrar, após uma nova pausa dos tiros.

Nos juntamos à equipe que nos esperava no primeiro cômodo, em fila. Ficamos aguardando que os professores dessem uma nova trégua nos disparos para poder prosseguir. Quando finalmente isso ocorreu, o primeiro da fila, seguido por nós, rapidamente ganhou o corredor. Havia uma porta a esquerda, que já tínhamos visto da entrada. Por isso sabíamos que era, até agora, de onde vinham a maioria dos disparos. Fatiamos para entrar e rendemos os dois "bandidos" que ali se escondiam. Acho que eles já tinham ficado sem munição, porque não atiraram e nem tentaram.

Voltamos para o corredor e prosseguimos. Nesse corredor havia mais duas portas, uma em frente a outra, ambas abertas, com mais dois cômodos. Na posição em que estávamos não dava para ver os seus interiores. De repente saiu um professor atirando de uma das portas e entrou na outra. Nessa hora todos atiraram nele também. Foi um "barata voa" da porra! 

Uns gritavam: parado polícia. Outros gritavam de dor porque já tinham sido atingidos pelos primeiros disparos. Como sou azarado, eu era um dos que gritava de dor, mesmo estando quase no final da fila, tinham me acertado. Você ser acertado não te "matava". Podia prosseguir na simulação. Nesse "barata voa" todos da equipe gastaram suas munições.

Então, para piorar, enquanto o maldito professor ficava cruzando nossa frente atirando, também apareceu um professor pela nossa retaguarda e começou a disparar. Agora estávamos sem munição e encurralados no corredor. O professor ainda continuava passando pela nossa frente, de um cômodo a outro, nos usando de alvo, enquanto o outro aparecia pela retaguarda no corredor e disparava também. Era uma chuva de gritos de dor. E tome tiro nos alunos encurralados.

Esses tiros de simunition doem e podem até causar pequenas lesões. Logo no começo, quando o professor cruzou nossa frente pela primeira vez, tomei um tiro no dedo que achei que tinha arrancado uma falange. Porque doeu muito e depois ficou dormente. Estava escuro lá dentro da casa e não dava pra ver se o melado no meu dedo era sangue ou tinta do projétil.

Enquanto eu pensava se ainda tinha parte do dedo e onde estaria perdida a minha falange, a cena mais cômica da aula acontecia: Cinco alunos encurralados, um tentando usar o outro de escudo, tomando tiro de "festim" dos professores, que atiravam à vontade. Para nós: dolorido. Para eles: muito divertido!

Os tiros finalmente cessaram. Acho que ficaram com pena. Nós pudemos finalmente prosseguir, fingindo que ainda tínhamos munição, apenas para terminar a simulação. Com certeza o objetivo era fazer a gente se fuder. Não consigo enxergar outro propósito nessa aula! E esse intento foi concluído com sucesso.

Ao terminar o exercício, fomos olhar os danos. Meu dedo ainda estava no lugar, e íntegro! O que eu achava ser sangue, era só tinta mesmo. Não teria que procurar minha falange dentro da casa. Os egos estavam meio abalados e a zero meia estava em choque, pensando se tinha escolhido o concurso certo.

Fomos para a próxima aula sujos e com alguns hematomas. Apesar disso a aula foi bem divertida. Vida que segue!

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Pontuação Mínima no Concurso de Remoção por Lotação - Agente De Polícia Federal (2019)

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Pessoal, finalmente as vagas da última remoção do cargo de Agente de Polícia Federal, com suas respectivas pontuações mínimas. Ou seja, essa planilha indica qual é o mínimo de pontos que você precisar ter acumulado para conseguir ser removido para determinada cidade.


Senhores, para saber quanto tempo, mais ou menos, os senhores irão para cada cidade, basta pegar a pontuação da cidade de lotação, multiplicá-la pelo número de dias do ano. Aí os senhores terão a pontuação por ano daquela cidade.

Depois basta dividir a pontuação da tabela acima pela pontuação anual da cidade de lotação. Pronto, terão o tempo que será necessário para alcançar tal pontuação. Vou dar um exemplo pra facilitar. 

Você está lotado em Tabatinga/AM. Pontuação: 4,5. Essa pontuação é contada por dia. Ou seja, em um ano serão 365 * 4,5 = 1.642,5 pontos. Se você quer ir para Recife/PE, que a pontuação mínima foi 14.032 pontos, divida 14.032 por 1.642,5. O resultado é 8,5 anos.

Ou seja, você precisa ficar 8,5 anos em Tabatinga para acumular a pontuação necessária para ir para Recife. 

Mas saibam que essa pontuação mínima muda a cada concurso de remoção. Essa volatilidade depende muito da quantidade de concursos e, principalmente, da quantidade de vagas oferecidas nesses concursos.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Livro com Histórias Policiais Reais Inéditas contadas por um Agente de Polícia Federal!

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Senhores, finalmente saiu o livro. São 79 páginas com contos policiais reais e muitas histórias inéditas. Eu espero de coração que gostem.

Para comprar basta clicar no Livro no canto superior direito, ou na imagem dessa postagem acima!

O livro custa só R$27,90. E para quem comprar até dia 04/12/2020, tem um cupom de 30% de desconto. Basta digitar na hora da compra: marcozero

Abaixo o sumário, para deixar os senhores ainda com mais vontade de ler.


Sumário:

Agradecimentos .................................................................................................... 3

O começo do sonho.............................................................................................. 4

A trajetória ............................................................................................................ 7

As Academias de Polícia .....................................................................................15

Por que eu troquei o cargo de Policial Rodoviário Federal pelo cargo de Agente de Polícia Federal ................................................................................................21

Primeiros dias de Trabalho ..................................................................................24

Primeiros dias na Polícia Rodoviária Federal: Quero PIsta! .............................24

Primeiros dias na Polícia Federal: Quero ação! ...............................................26

História 01: Tentativa de furto aos correios e a primeira vez que precisei me identificar como Agente                          de Polícia Federal. ..........................................................................31

História 02: Missão na Base Fluvial no Amazonas ...........................................35

História 03: Vamos pegar um traficante? ..........................................................41

História 04: Presos do colarinho branco e a realização da profissão ...............45

História 05: Uma fotografia muito cara .............................................................50

História 06: Fogo amigo – Nem tudo são flores na Polícia Federal ..................56

História 07: Reintegração de Posse em Área Federal .....................................62

História 08: Operações de Busca e Apreensão ................................................67

        Busca e apreensão na cadeia .......................................................................68

        Quando a curiosidade do vagabundo ajuda a polícia ....................................71

História 09: Um Político Vagabundo a Menos ..................................................74

Considerações Finais .......................................................................................79


sábado, 28 de novembro de 2020

O que faz um Papiloscopista de Polícia Federal? Eu descobri!

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Senhores, conversei com um PPF - Papiloscopista de Polícia Federal. E ele me relatou o que um papiloscopista realmente faz. Eu brinquei muito no Instagram sobre esse assunto, mas abaixo eu vou deixar o relato dele, ipsis litteris. Segue:

A gente fica lotado nos NIDs das superintendências e algumas delegacias, não é incomum os papiloscopistas de delegacias estarem fazendo o trabalho tal e qual dos agentes, seja por escolha ou por não ter o aparato técnico mínimo pras funções do cargo (pericial e afins).

As demandas de rotina são perícias em locais de crime e veículos envolvendo correios e caixa econômica, mais comumente. Sempre buscando vestígios de identificação por impressão digital. Das impressões coletadas a gente alimenta um imenso banco de dados pelo qual é possível confrontar a impressão desconhecida do local de crime com uma já conhecida de um prontuário civil ou identificação criminal anterior, por exemplo.

Tem uma parte, que é a mais demandada por sinal, administrativa. O escriba envia as BICs e nós retornamos a Ficha de Antecedentes Criminais. É função dos papis administrar e alimentar o sistema de informações criminais (SINIC) e é do Sinic que são emitidas as FACs.

Outra atribuição é a emissão de passaportes e carteiras funcionais dos colegas ativos e dos aposentados;

Tem a parte de representação facial humana que é o retrato falado e projeção de envelhecimento;

Da para dividir o cargo em funções administrativas e técnico científicas nessa parte mais pericial.

Fora isso você está livre pra participar de missões na qualidade de EPA (Escrivão, Papiloscopista e Agente), sem distinção.

E sim, somos poucos. No mínimo 5 por superintendência. Às vezes mais, às vezes menos. Aqui na minha somos 8.

Além dessas atribuições que falei acima, tem a necropapiloscopia abrangendo identificação de cadáveres e vítimas de desastres como na barragem de Mariana e a queda do voo da chapecoense.

ps.: Galera, tá aí o relato. As atribuições são interessantes, e são atividades que ajudam demais no trabalho investigativo.

pps.: Não sei que porra é BICs nem FACs. Nem adianta perguntar nos comentários. Se os colegas que leem aqui souberem, favor comentar. NIDs também.

ppps.: Não esqueçam de seguir no Instagram @apfdonorte - lá eu interajo com os leitores e sou bem mais divertido que aqui :P

domingo, 25 de outubro de 2020

Três histórias policiais curtas - PF e PRF

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Primeira: A colega bruta!

Havia uma colega na PRF que tinha a fama de ser bruta. Quando eu tomei posse ela já tinha uns 6 meses de casa, e fiquei sabendo que alguns usuários que foram abordados por ela tinham indo na superintendência da PRF reclamar de sua brutalidade. Mas era o jeito dela. Se você conversasse com ela, era gente boa. Ela não era desonesta nem nada, só bruta no trato mesmo. Mas era boa de serviço.

Tirei um plantão com ela uma única vez, e nós precisamos sair do posto para atender uma ocorrência. Ela era a motorista, então foi dirigindo. Só que no meio do caminho tinha um carro parado na BR, com dois homens. Estavam a uns 2 quilômetros do posto da PRF de onde tínhamos saído.

Ela parou a viatura do lado e perguntou se eles estavam com algum problema. Os caras responderam que não, que só param pra urinar. Foi quando ela fez cara de capirota e soltou: precisava ser no meio da BR, porra! Eu tive que morder a língua para não rir.

Quando os caras foram embora, todos envergonhados, e nós tornamos para a nossa ocorrência, eu disse pra ela. Você é bruta hein! Meu deus do céu. Ela disse: todo mundo fala isso, estou começando a acreditar. Vida que segue.


Segunda: Escapando de um provável assalto.

Toda vez que chego para colocar o carro na garagem de casa, que tem um portão elétrico, eu fico atento aos movimentos da rua. Vejo se não vem carro ou moto, se não vem gente a pé ou se tem alguém por ali sem fazer nada, com atitude suspeita. Além disso, sempre paro o carro em uma posição que dê para arrancar caso perceba algum perigo.

Dessa vez cheguei em casa, parei o carro numa posição segura, olhei em volta. Nada suspeito, então cliquei no botão para abrir o portão. Quando o portão estava na metade, passou um carro por mim e parou a uns 20 metros a minha frente, no meio da rua. Na hora em que vi isso já cliquei de novo no controle do portão pra ele parar de abrir, ficando mais alerta ainda para a situação.

O carro começou a dar marcha ré. Nessa hora cliquei pro portão fechar, saquei a pistola e mirei na direção da porta do carona, que era a mais próxima de mim. Meu carro tinha os vidros escuros, então quem estava fora não podia me ver. Sentia o coração bater na garganta, tamanha adrenalina. E eu só pensava: se descer vai levar. Se descer, vai levar.

O portão fechou. O carro, do nada, parou de dar ré, já quase do meu lado, e foi embora. Até hoje não sei se eles notaram que eu tinha percebido a intenção deles, ou se era só alguém procurando um endereço. Mas confesso que foi tenso.


Terceira: Menina sozinha no embarque internacional.

Trabalhei na imigração do aeroporto por 5 meses, assim que fui lotado na Superintendência onde estou atualmente. Não era o que eu queria, mas fui cumprir minha missão da melhor forma possível. 

Não sei se é assim em todos, mas nesse aeroporto tem uma área quase que exclusiva para voos internacionais. E só abrimos esse setor quando estão chegando ou saindo esses voos. Durante o resto do dia o setor fica trancado. Nesse aeroporto os voos ocorriam somente na madrugada. Começavam por volta das 1h da manhã e terminavam lá pelas 5h.

Tínhamos acabado de atender o último voo do dia. O sol já começava a aparecer. Eu sai do atendimento para ir no alojamento buscar alguma coisa. Quando estava retornando, passando pela área internacional, que já estava toda trancada, vi uma menina, já adolescente, sentada num dos bancos.

Olhei mais de uma vez para crer, porque não era para ninguém estar ali. Como que ela entrou? Será que era uma assombração? Mas juntei coragem e fui lá com ela. Para minha alegria, não era um fantasma. Então perguntei dela como que ela tinha chegado ali. Ela respondeu que havia uma porta aberta e ela entrou. Alguém, provavelmente da equipe de limpeza ou companhia aérea, esqueceu uma porta aberta.

Se eu não a tivesse visto, ela perderia e voo e ficaria trancada até alguém aparecer. Chamei o responsável pelo embarque daquela passageira perdida e voltei tranquilo para o trabalho. Mais uma vida salva! hahaha

Por hoje é só, pessoal. Espero que tenham gostado das resenhas.

Não esqueçam de compartilhar e seguir no instagram: @apfdonorte.


quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Vagas 1° Lotação - Agente, Escrivão e Papiloscopista da PF na Academia Nacional de Polícia de 2020 - Polícia Federal

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Muita gente me pergunta quais vagas que foram disponibilizadas na ANP, principalmente para saberem se conseguirão voltar para casa ou, pelo menos, para perto de casa. Na academia da Polícia Federal de 2015, quando fiz a ANP, eram 600 vagas. Então havia muito mais localidades como opção de primeira lotação que em 2020, que foram disponibilizadas somente 216 vagas para Agente de Polícia Federal. Lembrando que esses formandos fizeram a mesma prova dos que formaram em 2019. Essa é a segunda chamada.

As vagas de Agente da Polícia Federal da ANP de 2020, conforme me foram passadas pelos colegas. Talvez possa haver um ou outro erro, mas acredito que foi isso mesmo.

Cidade - Estado N° de vagas
Rio Branco - AC 15
Cruzeiro do Sul - AC 15
Epitaciolândia - AC 13
Manaus - AM 22
Tabatinga - AM 26
Amapá - AP 9
Oiapoque - AP 19
São Luís - MA 5
Imperatriz - MA 2
Corumbá - MS 12
Cuiabá - MT 10
Belém - PA 8
Altamira - PA
7
Santarém - PA
8
Marabá - PA 8
Redenção - PA 6
Guajará-mirim - RO 17
Boa Vista - RR 3
Pacaraima - RR 11


Vagas que foram disponibilizadas para Escrivão de Polícia Federal em 2020. Tem até vaga no RJ!

Cidade - EstadoN° de vagas
Rio Branco - AC7
Cruzeiro do Sul - AC6
Epitaciolândia - AC2
Manaus - AM4
Tabatinga - AM5
Oiapoque - AP2
Macapá - AP4
Corumbá - MS1
Ponta Porã - MS2
Cuiabá - MT3
Cáceres - MT1
Belém - PA7
Marabá - PA5
Santarém - PA1
Altamira - PA4
Redenção - PA1
Nova Iguaçu - RJ3
Porto Velho - RO2
Guajará-mirim - RO3
Boa Vista - RR4
Pacaraima - RR3
Palmas - TO1



Vagas que foram disponibilizadas para Papiloscopista de Polícia Federal em 2020. Só vaga de Superintendência!

Cidade - EstadoN° de vagas
Rio Branco - AC3
Manaus - AM4
Macapá - AP1
São Luís - MA2
Belém - PA4
Teresina - PI1
Palmas - TO2

Sejam todos bem vindos ao nosso norte, que é tão esquecido pelas autoridades. Tentem fazer a diferença. Cheguem de braços abertos para suas novas moradias, novinhos! 

Ps.: Pessoal, estou interagindo no Instagram também, sigam lá: @apfdonorte