quinta-feira, 19 de março de 2015

Adrenalina no Plantão Policial - Suspeito de Assassinato

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Finalmente a PRF nomeou e pude assumir o cargo que tanto aguardava. Afinal, a academia de polícia terminou em maio de 2014 e fomos nomeados somente agora, março de 2015. Longa espera de 9 meses. E finalmente terminou essa novela e, em fim, estamos na pista.

Após alguns plantões sem muita emoção, porém muito legais e instrutivos, nesse último tivemos alguma adrenalina.

Estávamos o grupo dentr a UOP  (antigo posto)  fazendo o briefing de como seria o dia, quando uma viatura da Polícia Militar encostou e nos informou que acontecera um assassinato em uma cidade próxima ao posto, e que os suspeitos provavelmente passariam em frente à nossa UOP num taxi. Nos disseram que roupas eles estariam usando, quantos eram, que um deles estaria armado e nada mais. Corremos para a pista e começamos a fiscalizar cada taxi que passava.

Paramos o primeiro, 100% com vidros escuros. Alerta máximo de periculosidade. Arma londa em pronto baixo.
- Baixa os vidros! Grita a colega PRF. E nada.
- BAIXA OS VIDROS! Grita mais alto. E finalmente o motorista abre a janela dele.
- Todos os vidros. Grita ela novamente.

Enquanto isso a equipe toda estava muito apreensiva. Não dava para ver dentro do veículo. Ninguém sabia se teria alguém apontando uma arma para um de nós. Adrenalina foi às alturas.

E finalmente todas as janelas do carro são abertas. Algumas senhoras com cara de espanto olhando para nós.

- Documentos de todos! Pediu a colega.

Após conferência, nada encontrado. Tudo certo. - Pode seguri viagem, motora. Boa viagem!

E assim foi um taxi após o outro. Fiscalizamos todos os taxis e muitos ônibus para tentar achar o suspeito. Mas não encontramos nada.

Na academia os instrutores falavam para nós. Aprendam a perder. Uma hora o mala cai. Quem não pode cair somos nós. Lição aprendida, instrutores. Sigamos para o próximo plantão.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

E mais uma aprovação! Agente da Polícia Federal.

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Você estuda, cansa, acha que vai morrer, dorme, acorda, estuda. Quebra a cara, estuda mais, desanima, tem crise de enxaqueca, acha que vai morrer de novo. Mas uma hora, depois de tanto esforço, você se dá bem. E a recompensa vem reconfortante. E vem que vem!

E aí outras batalhas começam. E novamente você repete o ciclo do primeiro parágrafo.

E assim foi comigo até hoje. E finalmente eu passei no concurso de Agente da Polícia Federal. Essa foi a minha recompensa. E que recompensa!

Mas agora começa tudo de novo, uma nova batalha. O TAF. Corre, acha que vai morrer, corre mais. E não morre.

Mas, atualmente, a vida é só sorriso. Até aquela parede sem acabamento e mofada se torna linda.

Sigamos com muita paciência. Correr todo dia. Que venha o TAF. E, após esse, o ciclo se repete. Aquele ciclo do primeiro parágrafo.

FEDERALLLLLLLLLLLL p0rr@@@@@@!

ps.: Pior que eu vi o resultado aqui no trabalho junto aos colegas. Não pude nem chorar! :P

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Histórias contadas por PRFs - Corrupção Policial 2

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Mais uma historinha engraçada, se não fosse trágica, contada por um Policial Rodoviário Federal.

Estava o PRF fiscalizando em frente à Unidade Operacional (conhecida também como "posto da PRF" pela maioria), quando resolveu parar um caminhão.

Ao fazer a fiscalização padrão, constatadas algumas infrações, e diante da possível retenção do veículo e da carga, o motorista comete a famosa tentativa de suborno, conhecida legalmente como "corrupção ativa", oferecendo o "do guaraná" para o PRF.

O Policial, ao receber a proposta indecente e pensar: "aqui é federal, porra", imediatamente deu voz de prisão ao incauto "motora". Porém ficou surpreso com a reação do motorista ao ser preso:

"Vocês (PRFs) têm que combinar entre si. Têm que se decidir. No posto ali atrás (se referindo a outra unidade operacional), se eu não dou a grana, sou preso. Neste posto, se dou, sou preso. Decidam-se!"

Será que esse caminhoneiro é daqueles que já leva o dinheiro do guarda separado?

Outra dessas histórias que me fez rir, mas deveria fazer chorar.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Histórias contadas por PRFs - Corrupção Policial

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Sabemos que há corrupção em qualquer parte do mundo e em qualquer classe de funcionários. Alguns desses corruptos são sem escrúpulos, sabem que estão prejudicando e não estão nem aí. Outros são corruptos da mesma forma, mas precisam justificar para si mesmos que aquilo que fazem não é tão ruim assim. E é desse segundo tipo que vou falar.

Um  PRF me contou que trabalhou com um guarda corrupto uma vez, nos tempos remotos. O cara aceitava dinheiro dos caminhoneiros para deixar passar as infrações. Aquele famoso dinheiro do "guaraná". Mas esse guarda precisava se justificar para si mesmo para se sentir bem, e fazia da seguinte forma:

Explicava ele: "Quando o caminhoneiro sai com a carga para a rodovia, ele já leva o dinheiro da gasolina, o dinheiro do pedágio, e leva também o dinheiro do guarda. Ou seja, esse dinheiro já é meu, eu só vou lá buscar". E com isso ele conseguia dormir bem, já que ele não estava fazendo mal a ninguém. Só que não!

Quando esse PRF amigo meu me contou esse causo, eu ri. Porque esse causo é engraçado. Mas, de fato, não deveria ter nenhuma graça.

Eu realmente espero que este guarda já tenha sido extirpado do quadro da PRF.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O valor do tempo no Curso de Formação e a saudade!

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Ah o Curso de Formação Profissional, conhecido também como CFP. Tenho saudades. Não saudades da ralação, mas da aprendizagem, das pessoas, da segurança que os instrutores(as) passam, dos próprios instrutores e instrutoras, das brincadeiras. Das meninas bonitas.

Lá eu aprendi que 1 minuto é um tempo muito valioso - dá para comer uma barra de cereal, ir ao banheiro e encher a garrafinha de água para levar pra sala de aula.

Descobri também que em menos de 4 segundos você consegue sacar uma arma e atirar 6 vezes em 3 alvos distintos - dois tiros em cada alvo.

Aprendi que 3 meses passam rápido e que você pode sim enjoar de Florianópolis.

Aprendi que descansar somente aos domingos não é tempo suficiente para mim. Dizia que quando acabasse eu queria uma semana para dormir. Tire-me a comida, mas não me tire o sono!

Então, acho que o CFP é um mundo paralelo no qual você vive por 3 meses e ele muda sua vida. É muito intenso e vale muito a pena. Ele deixa saudades e muitos amigos. Pessoas que você jamais teria a oportunidade de conhecer e que jamais se reunirão ao mesmo tempo num mesmo lugar novamente.

A vida segue. Vamos para a próxima etapa.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Aulas de tiro no Curso de Formação da PRF

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Assim que eu soube que havia passado em todas as etapas do concurso da PRF já comecei a pensar em como seria chegar na academia sem nunca ter dado um tiro. Pensei que, nesse caso, chegaria atrás dos outros aprovados e decidi: vou para um clube de tiro para praticar.

Chegando lá no clube pedi orientações. A dona do clube me ajudou a entender como funcionava a arma e me mostrou algumas técnicas e posições táticas para atirar. Assim se foram 50 disparos. Tiro visado, tiro instintivo, saque rápido, tiro duplo policial e tiro contra colete. Diversão total.

Pois bem, chegando à academia da Polícia Rodoviária Federal pensei: aula de tiro. Para mim, que trabalhava com papel em um ambiente de escritório, num belo dia quando entrei na sala de aula e vi uma PT 840 em cima da mesa de cada aluno, fiquei encantado. Nesse dia o instrutor deu 1 minuto para mexermos a vontade na arma. Depois as recolheu e começou uma aula teórica. Pensei: ahhh, e os tiros?

Pois antes de atirarmos de fato treinamos muito em seco. Tiro em pé, deitado, posição torre, saque rápido, tiro andando, andar tático, tiro à retaguarda, transição de armas, tiro abrigado, tiro com apenas uma das mãos e tudo que se pode imaginar. Nessa hora que eu descobri o que era olho diretor e que meu olho diretor era trocado.

Depois usamos munição de treinamento, aquelas que só servem para dar peso à arma e fingir que dispara. E com essa munição treinamos novamente: Tiro em pé, deitado, posição torre, saque rápido, tiro andando, andar tático, tiro à retaguarda, transição de armas, tiro abrigado, tiro com apenas uma das mãos e, novamente, tudo mais que se pode imaginar.

Após esse treinamento todo eu pensei: agora estou pronto. Quero chegar ao estande de tiro e arrebentar.

E então finalmente chegou o grande dia. A hora que todos esperavam ansiosos. O dia de atirar com a munição de verdade. Chegamos ao estande correndo e cantando canções militares. Aquelas que um fala e os outros repetem, sabe? Pois é. Todos de colete, óculos de proteção e abafadores de orelha, coldre de perna, bornal e porta carregadores no cinto tático. Eu praticamente me sentia no cargo. Agora sou PRF, empolgação (drama mode ON).

Pegamos a arma e o carregador. Colocamos a arma no coldre e os carregadores, agora municiados - com as munições brilhando-, nos porta carregadores e nos dirigimos para a linha de tiro. Recebemos a instrução de como deveríamos fazer, sinais de apito que deveríamos obedecer e pronto. Finalmente chegou a hora da diversão.

Porém eu nunca imaginei que ficaria tão nervoso. Quando o instrutor mandou alimentar e arma e carregá-la, minhas mãos já tremiam. Suava muito e pensei: e agora?? Quando o instrutor falou: ao som do apito, 10 tiros visados, ao seu tempo. Priiii (som do apito! :P). Meu coração gelou. Frio na barriga! Mas eu já tinha atirado, pensava, por que diabos estou tão nervoso? Era incontrolável, apesar de todo o meu esforço para tentar controlar.

Mesmo com todo o nervosismo eu saquei devagar, mirei e respirei fundo, não necessariamente nesta mesma ordem. Acho que respirei fundo antes de mirar, na verdade. Era difícil demais manter a mira no alvo, já que ela se mexia muito. E logo eu tomo um susto. Alguém deu o primeiro tiro. E cada tiro que alguém da linha disparava era um susto. Que coisa estranha, pensei. Vamos lá PRF do Norte, se concentra, porr@. E, após disparados os 10 tiros, e depois mais 10, eu continuava extremamente nervoso. Foi quando eu pensei: será que eu odeio atirar? (Depois eu descobri que não. Que muita gente também estava tremendo e que isso era normal.)

Nas aulas posteriores fui ficando cada vez mais tranquilo. Até que tudo era bem normal. Atirar era bom e eu me empolgava com a transição de armas e com o tiro duplo policial em vários alvos. Apesar de gostar muito, tiro não era a aula mais legal. A aula mais legal era a Condução Veicular Policial. Mas isso é outra história.

Então não rejeite algo que não gosta logo na primeira tentativa. Dê a chance desse algo tentar te convencer. (Como eu achei essa postagem sem sentido, resolvi falar isso no final!! :P). São as aventuras de um Curso de Formação Policial! PRF! Orgulho de Pertencer! Ou quase pertencer.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A realização de um sonho - acredite em você

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Lendo o blog da novinha eu lembrei-me de como as pessoas não acreditam na gente enquanto a gente só está estudando para concurso público e ainda não passou em nenhum. Meu caso era Polícia Federal. Muitos falavam: para passar na PF tem que estudar muito! Outros: como assim você quer Policia Federal? Tem amigos que estudam há 5 anos e não passaram, você acha que em um ano e meio de estudos vai passar? Muitos ficam falando esse tipo de coisa.

Sempre que alguém falava algo que me botava para baixo, ou sempre que estava desmotivado, eu me lembrava de uma musica da Legião Urbana, que eu ouvia muito, e tem uma parte que fala: "nunca deixem que lhe digam que não vale a pena acreditar num sonho que se tem. Que seus planos nunca vão dar certo, que você nunca vai ser alguém". E isso me renovava os ânimos.

Mas, depois que você passa, as pessoas simplesmente mudam. E isso é fantástico. A sensação é incrível. Depois que saiu o resultado da prova objetiva eu fui à vila olímpica aqui da minha cidade pedir para um professor de Ed. Física me ajudar a me preparar para o TAF. Eu já tinha passado nas objetivas da PF e da PRF. Quando eu chegava para o treino na vila eu era o cara que tinha passado pro concurso da PF. Isso dá um orgulho bom, não dá? Pessoal comentava e congratulava.

Mesmo eu só falando para a minha mãe, pai e irmão da minha aprovação, logo os familiares começaram a ligar. Parabenizar e falar que eu era exemplo para os primos e parentes. Essa parte de ser exemplo é um pouco chata. Mas a parte de ser o centro das atenções nas reuniões familiares é legal. :P

Então é isso. Só pra dizer que é bom demais ser aprovado num concurso tão almejado por muitas pessoas. E melhor ainda é realizar, com isso, o sonho, o NOSSO sonho. E dizer para as pessoas que não botavam fé em você: Eu consegui! E nunca deixem que lhe digam que não vale a pena acreditar num sonho que se tem. Que lhe digam que seus planos nunca vão dar certo ou que você nunca vai ser alguém, NUNCA!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Bônus e ônus da profissão policial

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O policial rodoviário federal Alexsandro Lamarck Duarte Oliveira faleceu em um acidente de trânsito registrado por volta das 15h deste sábado na altura do km 243 da BR-290, em Eldorado do Sul.

Quando eu comecei a estudar para o concurso da Polícia Federal, muito pouco eu entendia dos perigos inerentes à profissão policial. Eu só lembrava das coisas boas: distintivo e operações policiais eram o sonho. Ter a moral de agir em situações que só em dizer "Polícia Federal" já resolveria, também era um sonho.

Porém ser policial não são só sonhos. Existem os pesadelos também. E eles são duros e cobram seu preço. E a gente, quando passa nesses concursos e começa a conhecer muitos policiais, começa também a saber de tudo, ou quase tudo, que acontece no meio policial pelo Brasil afora. Ainda mais com o artifício do Whatsapp (zapzap para os íntimos), que faz com que as notícias corram quase da velocidade da luz, com direito a fotos e vídeos dos acontecimentos quase que ao vivo!

O primeiro susto que levei foi quando um policial civil, aqui do meu estado, morreu baleado no peito durante uma operação não tão bem sucedida assim (tudo filmado). Prenderam os meliantes, mas houve uma baixa do lado amigo. Isso me fez começar a pensar muito a respeito do assunto "perigo de ser policial". Eu já havia passado nos concursos da PF e PRF, e sabia que assumir um dos dois seria questão de tempo. Ficar no meu emprego atual de escritório ou ir pra rua correr riscos?

Até então eu nada sabia da PRF. Não conhecia nenhum PRF e pensava que os "guardas" nem corriam tantos riscos. Ser PM e Civil que era perigoso, pois tratavam direto com a bandidagem. E PF nem se fala, muito raro morrer PF em operação, pensei.

E então vieram as demais etapas (pós prova objetiva) dos dois concursos (PF e PRF) e depois o curso de formação da PRF. Conheci muita gente de ambas as polícias. Fiz muitos amigos. Participo de muitos grupos do Whatsapp. E então as notícias boas e ruins começaram a chegar:

Durante o curso de formação da Rodoviária Federal ficamos sabendo que um PRF de 2012 havia perdido o braço em um acidente com viatura. Traficantes jogaram uma pedra na rodovia causando o acidente. Novinho.

Porém, só nessa semana que passou aconteceram vários incidentes com PRFs que me deixaram assustado receoso.

1 - Um policial morto em acidente de viatura quando voltava de operação. Viatura aquaplanou, atravessou a via e deu de frente com um caminhão.

2 - Um caminhão, para empreender fuga, bateu na viatura, ferindo levemente um policial e lesionando a coluna do outro.

3 - Um instrutor da academia de polícia, ao abordar um carro, levou dois tiros: um no colete, outro no olho esquerdo. Está vivo por muita sorte, porém perdeu a visão do olho.

Três casos em menos de 7 dias. Fora um outro acidente ocorrido há mais ou menos um mês quando um policial morreu ao bater o caminhão da PRF em um outro que estava parado às margens da rodovia. Provavelmente dormiu ao volante voltando cansado para o posto após 24h de plantão. Digam-me se esses números não assustariam você!

Já nos diziam na academia: morre mais Policial Rodoviário Federal atropelado e de acidente de viatura do que de arma de fogo.

E será que mesmo assim vale a pena ser polícia? Correr esses riscos todos mesmo sem ter nenhum reconhecimento da sociedade vale realmente a pena? E, para responder a essas perguntas, eu faço outras: e eu vou fazer o que da minha vida, se ser policial é meu sonho e é pelo que eu acho que realmente vale a pena viver?

O melhor que podemos fazer como policiais é treinar, treinar e treinar. Tentar ser o melhor que se pode e melhorar sempre. Não poupar esforços para que nenhum tipo de incidente aconteça. Já diziam os instrutores: não vá além dos seus limites, saiba perder.

Se com todos esses cuidados já há muitas baixas, imagina sem! Ainda ecoa na minha mente a voz de uma instrutora: "Senhores, saibam perder, saibam perder. Umas a gente perde, mas depois a gente ganha"! E de um outro instrutor: "Vai morrer aluno, assim o senhor vai morrer"!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Não queremos um cargo, queremos um trabalho, buscamos um sonho!

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A grande maioria dos aprovados em concursos policiais os fazem porque querem realmente ser policiais. Nós não queremos só ter um cargo e um salário, estamos perseguindo um sonho: Ser policial. Claro que o salário é bem vindo, sempre é, ninguém vive da luz solar, mas o sonho é a grande busca.

Após a prova objetiva, durante as demais etapas (são muitas) do concurso, era possível ver a vibração de cada candidato, era notório o esforço, era emocionante como cada um estava "dando o sangue" para ser aprovado e como se sentiam bem em ter conseguido chegar até ali. Víamos também a tristeza coletiva quando alguém ficava pelo caminho, mesmo sendo concorrente direto.

Um concorrente chegou a desmaiar de exaustão no teste de corrida de 12 minutos, de tanto que se esforçou, mas não desistiu! Desmaio mas não desisto, pensou ele, ante o valor de estar ali!

No final das contas, os 1000 primeiros aprovados em todas as etapas foram finalmente convocados para o tão sonhado Curso de Formação Profissional (CFP). Eu mesmo fiquei sem dormir alguns dias pensando como nesse tal CFP. A ansiedade era imensa. No curso foram 3 meses de ralação (nem tanta ralação assim, vai). Empolgação a flor da pele e muita diversão em cada disciplina, em cada instrução prática, em cada tiro dado.

Após o último fora de forma, no dia da formatura (23/05/2014), viam-se lágrimas e mais lágrimas de alegria. A impressão era que tinham jogado gás no salão, todos de olhos vermelhos e narizes escorrendo! Finalmente todas as etapas do concurso foram vencidas. O sonho estava quase se realizando. Finalmente seríamos Policiais. Policiais Rodoviários Federais. Como soava bem isso. De 1000 convocados para o curso de formação, 951 conseguiram concluir. E agora era só esperar a nomeação. Ahhhh, a nomeação... só alegria hein... Só que NÃO!

O que não sabíamos é que essa nomeação não viria tão cedo. Muitos haviam saído dos seus empregos, outros pediram empréstimo e alguns estão devendo até as calças, tudo isso para poder cursar o CFP. Afinal a nomeação sairia em uma ou duas semanas após o término, no máximo!!! Foram, na verdade, 3 meses de espera. Mas calma, ainda não terminou.

E, finalmente, após quase 3 meses de enrolação (se não tem explicação, só pode ter sido enrolação), em 18 de agosto de 2014, o MPOG (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão), autoriza a nomeação de 501 dos 951 candidatos formados, adiando mais ainda (sabe deus até quando) o sonho de 450 candidatos formados. Falei que ainda não tinha terminado. E, adivinhem só, eu estou colocado após o 501º. Então, para mim, ainda não foi dessa vez. Muito obrigado, MPOG!

Agora acabou.

Desabafo: Ao nomear novos policiais não se pode falar em gasto público. Estamos falando de investimento em segurança pública. O sonho de uns é a segurança de muitos, nesse caso, usuários das rodovias federais. Passados mais de um ano da prova objetiva estão sendo nomeados apenas metade dos candidatos aprovados. E, só em 2014, vão se aposentar 800 PRFs. Ou seja, entrando 500, não estamos nem suprindo aqueles que estão saindo. Valeu Brasil.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Rotina de Estudos para concurso público

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Para quem quer ser aprovado em concursos de grande concorrência, como os da PF, PRF, Receita Federal, etc., qualquer hora é hora para estudar. Não adianta pensar: Ah, vou esperar até mais tarde, quando terei mais tempo, porque só tenho 20 minutos disponíveis agora. Esse é o tipo de pensamento que se faz perder tempo, e muito! Foram-se, nesse caso, 20 minutos jogados fora! Cada intervalo deve ser considerado tempo útil para os estudos, principalmente para quem trabalha 8h por dia. E, por isso, o planejamento e a organização nos estudos são tudo.

Quando eu realmente vi que só me organizando para lograr êxito no concurso almejado, fiz uma planilha com as minhas horas livres e quais delas eram passíveis de serem utilizadas para os estudos. Afinal, nem toda hora livre é hora útil de estudo. Um exemplo é a hora do almoço. Se você tem 1h de almoço, não adianta se cobrar também 1h líquida de estudos, já que se é necessário almoçar. Lembre-se de que se alimentar é fundamental para a cabeça funcionar bem. Mas também você não precisa gastar essa hora toda no almoço. Frações de hora são tempos de estudos importantes. E isso fez a diferença para mim.

Vamos ao meu caso:

Eu trabalhava 8h por dia, das 8 às 17h. Pedi para mudar meu horário de entrada para às 7h e saída para às 16h, dessa forma eu me obrigaria a acordar 1h mais cedo, ganhando 1h nesse processo. Ainda teria a vantagem de pegar menos trânsito saindo às 16h, deixando de perder tempo com o traslado.

Como eu queria o concurso da Polícia Federal, ainda tinha que me manter na academia, pois não adiantava nada passar na prova escrita e reprovar no TAF. Então, nesse caso, já seriam 8h para o trabalho mais 1h para a academia, ou seja, 9h do dia a menos para os estudos. Dessa forma eu só poderia estudar a partir das 16h, certo? Errado. Eu ainda tinha a hora do almoço. Eu almoçava em 15 minutos para poder ter 45 minutos de estudos. E rendia muito. Fora as frações de horas que eu estudava que me comprometerão se eu contar aqui! Mas esse é o pensamento: estudar em cada minuto disponível, cada fração de tempo, sempre que der. Parou para tomar um cafezinho, aproveite e resolva uma questão. Foi ao banheiro, leve o celular com o vade mecum. Entenderam? Espero que sim!

Mas, sem mais delongas, vamos à rotina diária completa:

7h às 12h - Trabalho
12h às 12h15min - Almoço
12h15min às 13h - Estudos (+ 45min de estudos)
13h às 16h - Trabalho
16h às 16h20min - traslado para o cursinho
16h20min às 16h40min - cochilo no carro no estacionamento do cursinho para recuperar as energias (não adianta estudar pensando em dormir)
16h40min às 17h - lanchando e acordando
17h às 18h15min - estudando na biblioteca do cursinho para aguardar a aula começar (+ 1h 15min de estudos)
18h15min às 21h30min - Aula do cursinho com 15 minutos de intervalo (+ 3h de estudos)
21h30min às 21h45min - traslado para a academia
21h45min às 22h45min - Academia
22h45min às 23h - traslado para casa
23h às 23h30min - jantar e banho
23h30min às 01h - Estudando em casa (+ 1h 30 min de estudos)
Aos sábados eu estudava 6h por dia, ou até o quanto aguentava. Sábado à noite e domingo eram meus horários de descanso / namoro.

Somando-se as horas de estudos chega-se a um total de 6h e 30 minutos diários. Nem todos os dias eu aguentava estudar após a academia devido ao cansaço e ao sono, mas eu sempre tentava. É muito importante você forçar e tentar estudar, a resistência vai aumentando a cada dia. Eu só parava quando já não conseguia somar 1 + 1.

Frisando: force a barra, lute contra seus limites, busque motivação. Você quer ou não quer passar? Ninguém disse que seria fácil. Ninguém disse que não doeria. Mas todos que passam por isso dirão que valeu a pena. E como valeu! Hoje, aguardando a nomeação, eu saio do trabalho às 16h e vou à academia. De lá, vou pra casa, sem pressa. Em casa, tomo banho, janto e vou jogar video game. Digam vocês: já valeu o esforço, não valeu?