sábado, 27 de fevereiro de 2021

Pontuação Mínima no Concurso de Remoção por Lotação - Agente de Polícia Federal (2020)

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Pessoal, finalmente as vagas da última remoção do cargo de Agente de Polícia Federal, com suas respectivas pontuações mínimas. Ou seja, essa planilha indica qual é o mínimo de pontos que você precisar ter acumulado para conseguir ser removido para determinada cidade.

As cidades que estão marcadas como "vagas de academia", já sabem! E também aquelas que tem a pontuação muito baixa podem ter vagas para a academia.


Senhores, para saber quanto tempo, mais ou menos, os senhores irão para cada cidade, basta pegar a pontuação da cidade de lotação, multiplicá-la pelo número de dias do ano. Aí os senhores terão a pontuação por ano daquela cidade.

Depois basta dividir a pontuação da tabela acima pela pontuação anual da cidade de lotação. Pronto, terão o tempo que será necessário para alcançar tal pontuação. Vou dar um exemplo pra facilitar. 

Você está lotado em Tabatinga/AM. Pontuação: 4,5. Essa pontuação é contada por dia. Ou seja, em um ano serão 365 * 4,5 = 1.642,5 pontos. Se você quer ir para Recife/PE, que a pontuação mínima foi 10.955,10 pontos, divida 10.955,10 por 1.642,5. O resultado é 6,6 anos.

Na planilha acima eu fiz o tempo baseado em cidade de pontuação 4.

Clique aqui para saber a pontuação de cada lotação!

Importante: essa pontuação mínima muda a cada concurso de remoção. Essa volatilidade depende muito da quantidade de concursos e, principalmente, da quantidade de vagas oferecidas nesses concursos.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Pontuação Mínima no Concurso de Remoção por Lotação - Escrivão De Polícia Federal (2019)

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Pessoal, finalmente as vagas da última remoção do cargo de Escrivão de Polícia Federal, com suas respectivas pontuações mínimas. Ou seja, essa planilha indica qual é o mínimo de pontos que você precisar ter acumulado para conseguir ser removido para determinada cidade.

Nessa pontuação de escrivão eu não separei as cidades de primeira investidura. Mas basta ver aquelas que a pontuação é muito baixa.


Senhores, para saber quanto tempo, mais ou menos, os senhores irão para cada cidade, basta pegar a pontuação da cidade de lotação, multiplicá-la pelo número de dias do ano. Aí os senhores terão a pontuação por ano daquela cidade.

Depois basta dividir a pontuação da tabela acima pela pontuação anual da cidade de lotação. Pronto, terão o tempo que será necessário para alcançar tal pontuação. Vou dar um exemplo pra facilitar. 

Você está lotado em Tabatinga/AM. Pontuação: 4,5. Essa pontuação é contada por dia. Ou seja, em um ano serão 365 * 4,5 = 1.642,5 pontos. Se você quer ir para Recife/PE, que a pontuação mínima foi 10.955,10 pontos, divida 10.955,10 por 1.642,5. O resultado é 6,6 anos.

Ou seja, você precisa ficar 6,6 anos em Tabatinga para acumular a pontuação necessária para ir para Recife. 

Mas saibam que essa pontuação mínima muda a cada concurso de remoção. Essa volatilidade depende muito da quantidade de concursos e, principalmente, da quantidade de vagas oferecidas nesses concursos.

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domingo, 3 de janeiro de 2021

Aula de Simunition - Entrada em residência - Aulas da Academia Nacional de Polícia Federal - ANP

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Munição de simunition!

"Então estávamos encurralados. Nos cercaram em um corredor, não tínhamos onde nos esconder. Os disparos vinham pela frente e pela retaguarda...".

Durante a ANP temos muitas aulas bem legais e divertidas. As de simulação de qualquer tipo de ação policial são as melhores, na minha opinião. Eu sempre as considerava muito melhores que qualquer aula de tiro. Não sei se é porque atiramos até enjoar na academia, e acabamos por cansar de dar tiro. Mas eu realmente prefiro as aulas de simulação. Pena que, quando fiz a ANP, eram poucas.

Nesse dia seria uma aula de simulação no SEOP (Serviço de Ensino Operacional). A missão seria fazer a entrada tática em uma residência. Bandidos armados estaria nos esperando, que seriam representados pelos professores. Para fazer esse exercício nós e os professores usaríamos umas Glocks especiais, que são feitas para atirar munição de tinta, chamadas de simunition. As munições de simunition são quase iguais às reais, mas são feita pra serem usada nessas Glocks especiais, e seu projétil é uma capsula plástica com tinta dentro.

Perguntei o porquê de não usarmos armas e munição de Airsoft. Eu achava que, se usássemos Airsoft, esse tipo de aula poderia ser ministrado com muito mais frequência, já que sairia muito mais barato que usar simunition. Responderam que a intenção é parecer o mais próximo da realidade possível, por isso se usa esse tipo de arma e munição.

Para a atividade a turma foi separada em equipes de 5 e 6 componentes. Enquanto uma equipe fazia a entrada na residência, as outras ficavam fazendo outras atividades. Não me recordo quais eram essa outras atividades, mas provavelmente alguma outra simulação ou treinamento. Quando uma equipe terminava a simulação a outra entrava. As equipes que aguardavam não assistiam às que faziam a atividade, para não terem spoiler de como seria, e acabar acabando com a diversão dos professores (mas a frente vocês entenderão).

Os alunos e professores estavam equipados quase da mesma forma. Coletes e mascaras de proteção facial. Só tinha um porém: os professores, que simulariam os bandidos, estava equipados com os carregadores cheios de munição. Ou seja, tinham munição à vontade para gastar em nós. E nós, alunos, que simularíamos os policiais, estávamos equipados com apenas duas munições no carregador. Ou seja, nós seríamos mais os "alvos" que propriamente os atiradores (olha a diversão dos professores aparecendo).

Eles falaram que dessa forma, com pouca munição, seríamos forçados a treinar mais a nossa tática de entrada! Mas acho que eles queriam só se divertir mesmo nos usando de alvo. Acho que é aquele tipo de aula em que eles combinam entre eles de ser usada para desestressá-los. O briefing antes da aula deve ser assim: rapaz, nós vamos hoje detonar os alunos na bala de tinta, quem quer? Tenho absoluta certeza de que nesses casos sempre têm mais professores voluntário para participar que vagas disponíveis para dar aula. Afinal, quem não acha divertido maltratar de aluno? Pois é!

Voltando à simulação, finalmente chegou a vez da minha equipe de participar. Como eu já era policial e já tinha feito uma academia (PRF), os professores me mandaram ficar na retaguarda e entrar por último, pois queriam alguém que não tinha experiência policial para entrar primeiro. Mal eles sabiam que era a primeira vez que eu fazia aquilo!

Na minha equipe tinha uma menina que estava quase travada de medo. Será chamada, a partir daqui, de zero meia. Claro que eu estava ansioso e tenso, acredito que a maioria da equipe também estava, afinal era uma simulação bem realista. Mas nós conseguíamos não deixar isso nos dominar. Mas a zero meia estava quase colando as placas.

Ao chegarmos na residência simulada, batemos na porta e gritamos: Polícia Federal, abram! E ninguém respondeu. Um colega, que já era Policial Civil, gritou e bateu novamente. Não havendo resposta, então ele tomou a dianteira, meteu o pé na porta até ela escancarar.

Ele foi esperto, meteu o pé e saiu da frente, porque mal a porta abriu, já fomos recebidos uma chuva de bala vindas lá de dentro, em nossa direção. Acho que os professores tinham munição infinita, tipo nos jogos de vídeo game, porque os disparos simplesmente não paravam. Quando eles finalmente deram uma pausa, acho que para recarregar, a equipe adentrou para revistar o primeiro cômodo.

Só que a zero meia colou as placas e não entrou junto. Ela estava bem na minha frente na fila, por isso não consegui seguir a equipe, travado por ela. Então ficamos nós dois do lado de fora. Assim que a equipe passou pela porta, a chuva de bala voltou.

A parte da equipe que entrou ficou abrigada na parede do primeiro cômodo. Os tiros vinham de um quarto que ficava após essa parede, um pouco mais a frente. Se me recordo bem eram 5 na equipe. Então 3 entraram e 2 ficaram fora: eu e a zero meia. Mesmo com meus insistentes comandos para ela entrar, ela travou. Ficamos uns 3 minutos nesse impasse. Até que finalmente a convenci a entrar, após uma nova pausa dos tiros.

Nos juntamos à equipe que nos esperava no primeiro cômodo, em fila. Ficamos aguardando que os professores dessem uma nova trégua nos disparos para poder prosseguir. Quando finalmente isso ocorreu, o primeiro da fila, seguido por nós, rapidamente ganhou o corredor. Havia uma porta a esquerda, que já tínhamos visto da entrada. Por isso sabíamos que era, até agora, de onde vinham a maioria dos disparos. Fatiamos para entrar e rendemos os dois "bandidos" que ali se escondiam. Acho que eles já tinham ficado sem munição, porque não atiraram e nem tentaram.

Voltamos para o corredor e prosseguimos. Nesse corredor havia mais duas portas, uma em frente a outra, ambas abertas, com mais dois cômodos. Na posição em que estávamos não dava para ver os seus interiores. De repente saiu um professor atirando de uma das portas e entrou na outra. Nessa hora todos atiraram nele também. Foi um "barata voa" da porra! 

Uns gritavam: parado polícia. Outros gritavam de dor porque já tinham sido atingidos pelos primeiros disparos. Como sou azarado, eu era um dos que gritava de dor, mesmo estando quase no final da fila, tinham me acertado. Você ser acertado não te "matava". Podia prosseguir na simulação. Nesse "barata voa" todos da equipe gastaram suas munições.

Então, para piorar, enquanto o maldito professor ficava cruzando nossa frente atirando, também apareceu um professor pela nossa retaguarda e começou a disparar. Agora estávamos sem munição e encurralados no corredor. O professor ainda continuava passando pela nossa frente, de um cômodo a outro, nos usando de alvo, enquanto o outro aparecia pela retaguarda no corredor e disparava também. Era uma chuva de gritos de dor. E tome tiro nos alunos encurralados.

Esses tiros de simunition doem e podem até causar pequenas lesões. Logo no começo, quando o professor cruzou nossa frente pela primeira vez, tomei um tiro no dedo que achei que tinha arrancado uma falange. Porque doeu muito e depois ficou dormente. Estava escuro lá dentro da casa e não dava pra ver se o melado no meu dedo era sangue ou tinta do projétil.

Enquanto eu pensava se ainda tinha parte do dedo e onde estaria perdida a minha falange, a cena mais cômica da aula acontecia: Cinco alunos encurralados, um tentando usar o outro de escudo, tomando tiro de "festim" dos professores, que atiravam à vontade. Para nós: dolorido. Para eles: muito divertido!

Os tiros finalmente cessaram. Acho que ficaram com pena. Nós pudemos finalmente prosseguir, fingindo que ainda tínhamos munição, apenas para terminar a simulação. Com certeza o objetivo era fazer a gente se fuder. Não consigo enxergar outro propósito nessa aula! E esse intento foi concluído com sucesso.

Ao terminar o exercício, fomos olhar os danos. Meu dedo ainda estava no lugar, e íntegro! O que eu achava ser sangue, era só tinta mesmo. Não teria que procurar minha falange dentro da casa. Os egos estavam meio abalados e a zero meia estava em choque, pensando se tinha escolhido o concurso certo.

Fomos para a próxima aula sujos e com alguns hematomas. Apesar disso a aula foi bem divertida. Vida que segue!

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Pontuação Mínima no Concurso de Remoção por Lotação - Agente De Polícia Federal (2019)

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Pessoal, finalmente as vagas da última remoção do cargo de Agente de Polícia Federal, com suas respectivas pontuações mínimas. Ou seja, essa planilha indica qual é o mínimo de pontos que você precisar ter acumulado para conseguir ser removido para determinada cidade.


Senhores, para saber quanto tempo, mais ou menos, os senhores irão para cada cidade, basta pegar a pontuação da cidade de lotação, multiplicá-la pelo número de dias do ano. Aí os senhores terão a pontuação por ano daquela cidade.

Depois basta dividir a pontuação da tabela acima pela pontuação anual da cidade de lotação. Pronto, terão o tempo que será necessário para alcançar tal pontuação. Vou dar um exemplo pra facilitar. 

Você está lotado em Tabatinga/AM. Pontuação: 4,5. Essa pontuação é contada por dia. Ou seja, em um ano serão 365 * 4,5 = 1.642,5 pontos. Se você quer ir para Recife/PE, que a pontuação mínima foi 14.032 pontos, divida 14.032 por 1.642,5. O resultado é 8,5 anos.

Ou seja, você precisa ficar 8,5 anos em Tabatinga para acumular a pontuação necessária para ir para Recife. 

Mas saibam que essa pontuação mínima muda a cada concurso de remoção. Essa volatilidade depende muito da quantidade de concursos e, principalmente, da quantidade de vagas oferecidas nesses concursos.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Livro com Histórias Policiais Reais Inéditas contadas por um Agente de Polícia Federal!

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Senhores, finalmente saiu o livro. São 79 páginas com contos policiais reais e muitas histórias inéditas. Eu espero de coração que gostem.

Para comprar basta clicar no Livro no canto superior direito, ou na imagem dessa postagem acima!

O livro custa só R$27,90. E para quem comprar até dia 04/12/2020, tem um cupom de 30% de desconto. Basta digitar na hora da compra: marcozero

Abaixo o sumário, para deixar os senhores ainda com mais vontade de ler.


Sumário:

Agradecimentos .................................................................................................... 3

O começo do sonho.............................................................................................. 4

A trajetória ............................................................................................................ 7

As Academias de Polícia .....................................................................................15

Por que eu troquei o cargo de Policial Rodoviário Federal pelo cargo de Agente de Polícia Federal ................................................................................................21

Primeiros dias de Trabalho ..................................................................................24

Primeiros dias na Polícia Rodoviária Federal: Quero PIsta! .............................24

Primeiros dias na Polícia Federal: Quero ação! ...............................................26

História 01: Tentativa de furto aos correios e a primeira vez que precisei me identificar como Agente                          de Polícia Federal. ..........................................................................31

História 02: Missão na Base Fluvial no Amazonas ...........................................35

História 03: Vamos pegar um traficante? ..........................................................41

História 04: Presos do colarinho branco e a realização da profissão ...............45

História 05: Uma fotografia muito cara .............................................................50

História 06: Fogo amigo – Nem tudo são flores na Polícia Federal ..................56

História 07: Reintegração de Posse em Área Federal .....................................62

História 08: Operações de Busca e Apreensão ................................................67

        Busca e apreensão na cadeia .......................................................................68

        Quando a curiosidade do vagabundo ajuda a polícia ....................................71

História 09: Um Político Vagabundo a Menos ..................................................74

Considerações Finais .......................................................................................79


sábado, 28 de novembro de 2020

O que faz um Papiloscopista de Polícia Federal? Eu descobri!

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Senhores, conversei com um PPF - Papiloscopista de Polícia Federal. E ele me relatou o que um papiloscopista realmente faz. Eu brinquei muito no Instagram sobre esse assunto, mas abaixo eu vou deixar o relato dele, ipsis litteris. Segue:

A gente fica lotado nos NIDs das superintendências e algumas delegacias, não é incomum os papiloscopistas de delegacias estarem fazendo o trabalho tal e qual dos agentes, seja por escolha ou por não ter o aparato técnico mínimo pras funções do cargo (pericial e afins).

As demandas de rotina são perícias em locais de crime e veículos envolvendo correios e caixa econômica, mais comumente. Sempre buscando vestígios de identificação por impressão digital. Das impressões coletadas a gente alimenta um imenso banco de dados pelo qual é possível confrontar a impressão desconhecida do local de crime com uma já conhecida de um prontuário civil ou identificação criminal anterior, por exemplo.

Tem uma parte, que é a mais demandada por sinal, administrativa. O escriba envia as BICs e nós retornamos a Ficha de Antecedentes Criminais. É função dos papis administrar e alimentar o sistema de informações criminais (SINIC) e é do Sinic que são emitidas as FACs.

Outra atribuição é a emissão de passaportes e carteiras funcionais dos colegas ativos e dos aposentados;

Tem a parte de representação facial humana que é o retrato falado e projeção de envelhecimento;

Da para dividir o cargo em funções administrativas e técnico científicas nessa parte mais pericial.

Fora isso você está livre pra participar de missões na qualidade de EPA (Escrivão, Papiloscopista e Agente), sem distinção.

E sim, somos poucos. No mínimo 5 por superintendência. Às vezes mais, às vezes menos. Aqui na minha somos 8.

Além dessas atribuições que falei acima, tem a necropapiloscopia abrangendo identificação de cadáveres e vítimas de desastres como na barragem de Mariana e a queda do voo da chapecoense.

ps.: Galera, tá aí o relato. As atribuições são interessantes, e são atividades que ajudam demais no trabalho investigativo.

pps.: Não sei que porra é BICs nem FACs. Nem adianta perguntar nos comentários. Se os colegas que leem aqui souberem, favor comentar. NIDs também.

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domingo, 25 de outubro de 2020

Três histórias policiais curtas - PF e PRF

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Primeira: A colega bruta!

Havia uma colega na PRF que tinha a fama de ser bruta. Quando eu tomei posse ela já tinha uns 6 meses de casa, e fiquei sabendo que alguns usuários que foram abordados por ela tinham indo na superintendência da PRF reclamar de sua brutalidade. Mas era o jeito dela. Se você conversasse com ela, era gente boa. Ela não era desonesta nem nada, só bruta no trato mesmo. Mas era boa de serviço.

Tirei um plantão com ela uma única vez, e nós precisamos sair do posto para atender uma ocorrência. Ela era a motorista, então foi dirigindo. Só que no meio do caminho tinha um carro parado na BR, com dois homens. Estavam a uns 2 quilômetros do posto da PRF de onde tínhamos saído.

Ela parou a viatura do lado e perguntou se eles estavam com algum problema. Os caras responderam que não, que só param pra urinar. Foi quando ela fez cara de capirota e soltou: precisava ser no meio da BR, porra! Eu tive que morder a língua para não rir.

Quando os caras foram embora, todos envergonhados, e nós tornamos para a nossa ocorrência, eu disse pra ela. Você é bruta hein! Meu deus do céu. Ela disse: todo mundo fala isso, estou começando a acreditar. Vida que segue.


Segunda: Escapando de um provável assalto.

Toda vez que chego para colocar o carro na garagem de casa, que tem um portão elétrico, eu fico atento aos movimentos da rua. Vejo se não vem carro ou moto, se não vem gente a pé ou se tem alguém por ali sem fazer nada, com atitude suspeita. Além disso, sempre paro o carro em uma posição que dê para arrancar caso perceba algum perigo.

Dessa vez cheguei em casa, parei o carro numa posição segura, olhei em volta. Nada suspeito, então cliquei no botão para abrir o portão. Quando o portão estava na metade, passou um carro por mim e parou a uns 20 metros a minha frente, no meio da rua. Na hora em que vi isso já cliquei de novo no controle do portão pra ele parar de abrir, ficando mais alerta ainda para a situação.

O carro começou a dar marcha ré. Nessa hora cliquei pro portão fechar, saquei a pistola e mirei na direção da porta do carona, que era a mais próxima de mim. Meu carro tinha os vidros escuros, então quem estava fora não podia me ver. Sentia o coração bater na garganta, tamanha adrenalina. E eu só pensava: se descer vai levar. Se descer, vai levar.

O portão fechou. O carro, do nada, parou de dar ré, já quase do meu lado, e foi embora. Até hoje não sei se eles notaram que eu tinha percebido a intenção deles, ou se era só alguém procurando um endereço. Mas confesso que foi tenso.


Terceira: Menina sozinha no embarque internacional.

Trabalhei na imigração do aeroporto por 5 meses, assim que fui lotado na Superintendência onde estou atualmente. Não era o que eu queria, mas fui cumprir minha missão da melhor forma possível. 

Não sei se é assim em todos, mas nesse aeroporto tem uma área quase que exclusiva para voos internacionais. E só abrimos esse setor quando estão chegando ou saindo esses voos. Durante o resto do dia o setor fica trancado. Nesse aeroporto os voos ocorriam somente na madrugada. Começavam por volta das 1h da manhã e terminavam lá pelas 5h.

Tínhamos acabado de atender o último voo do dia. O sol já começava a aparecer. Eu sai do atendimento para ir no alojamento buscar alguma coisa. Quando estava retornando, passando pela área internacional, que já estava toda trancada, vi uma menina, já adolescente, sentada num dos bancos.

Olhei mais de uma vez para crer, porque não era para ninguém estar ali. Como que ela entrou? Será que era uma assombração? Mas juntei coragem e fui lá com ela. Para minha alegria, não era um fantasma. Então perguntei dela como que ela tinha chegado ali. Ela respondeu que havia uma porta aberta e ela entrou. Alguém, provavelmente da equipe de limpeza ou companhia aérea, esqueceu uma porta aberta.

Se eu não a tivesse visto, ela perderia e voo e ficaria trancada até alguém aparecer. Chamei o responsável pelo embarque daquela passageira perdida e voltei tranquilo para o trabalho. Mais uma vida salva! hahaha

Por hoje é só, pessoal. Espero que tenham gostado das resenhas.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Vagas 1° Lotação - Agente, Escrivão e Papiloscopista da PF na Academia Nacional de Polícia de 2020 - Polícia Federal

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Muita gente me pergunta quais vagas que foram disponibilizadas na ANP, principalmente para saberem se conseguirão voltar para casa ou, pelo menos, para perto de casa. Na academia da Polícia Federal de 2015, quando fiz a ANP, eram 600 vagas. Então havia muito mais localidades como opção de primeira lotação que em 2020, que foram disponibilizadas somente 216 vagas para Agente de Polícia Federal. Lembrando que esses formandos fizeram a mesma prova dos que formaram em 2019. Essa é a segunda chamada.

As vagas de Agente da Polícia Federal da ANP de 2020, conforme me foram passadas pelos colegas. Talvez possa haver um ou outro erro, mas acredito que foi isso mesmo.

Cidade - Estado N° de vagas
Rio Branco - AC 15
Cruzeiro do Sul - AC 15
Epitaciolândia - AC 13
Manaus - AM 22
Tabatinga - AM 26
Amapá - AP 9
Oiapoque - AP 19
São Luís - MA 5
Imperatriz - MA 2
Corumbá - MS 12
Cuiabá - MT 10
Belém - PA 8
Altamira - PA
7
Santarém - PA
8
Marabá - PA 8
Redenção - PA 6
Guajará-mirim - RO 17
Boa Vista - RR 3
Pacaraima - RR 11


Vagas que foram disponibilizadas para Escrivão de Polícia Federal em 2020. Tem até vaga no RJ!

Cidade - EstadoN° de vagas
Rio Branco - AC7
Cruzeiro do Sul - AC6
Epitaciolândia - AC2
Manaus - AM4
Tabatinga - AM5
Oiapoque - AP2
Macapá - AP4
Corumbá - MS1
Ponta Porã - MS2
Cuiabá - MT3
Cáceres - MT1
Belém - PA7
Marabá - PA5
Santarém - PA1
Altamira - PA4
Redenção - PA1
Nova Iguaçu - RJ3
Porto Velho - RO2
Guajará-mirim - RO3
Boa Vista - RR4
Pacaraima - RR3
Palmas - TO1



Vagas que foram disponibilizadas para Papiloscopista de Polícia Federal em 2020. Só vaga de Superintendência!

Cidade - EstadoN° de vagas
Rio Branco - AC3
Manaus - AM4
Macapá - AP1
São Luís - MA2
Belém - PA4
Teresina - PI1
Palmas - TO2

Sejam todos bem vindos ao nosso norte, que é tão esquecido pelas autoridades. Tentem fazer a diferença. Cheguem de braços abertos para suas novas moradias, novinhos! 

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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Por que eu troquei a PRF pela PF

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Senhores, esse é um relato com a minha única e exclusiva opinião. Não é uma verdade absoluta. Escolher uma ou outra polícia vai depender da percepção de cada indivíduo. Depois não quero ninguém falando: o APF do Norte disse que a PRF é pior que a PF!

Eu, desde o início da minha vida de trabalho, nunca quis ser chefe. Meu primeiro trabalho foi como assistente administrativo em uma escola estadual na minha cidade. A diretora queria que eu fosse secretário, cargo que eu prontamente recusei, mesmo tendo a possibilidade de dobrar meu salário. Não tenho vocação para mandar/coordenar ninguém. 

Alguns podem falar: vai ser sempre um pau mandado. Mas a grande verdade é que independentemente da sua posição na hierarquia você sempre terá um chefe. Você pode ser Capitão do exército. Vai ser chefe. Mas vai ter o Major, seu chefe, mandando em você. Então sempre alguém vai mandar em você. O chefe da delegacia onde eu trabalhava respondia para o superintendente do estado. E esse respondia para o Diretor Geral da Polícia Federal. Que respondia para o Presidente da República. Que responde para nós, povo (pelo menos na teoria). Veja que é um ciclo que nunca termina. Então independentemente de onde você esteja, você terá um chefe. 

Falando sobre carreira única: na PRF você também tem chefe. E minha experiência não foi muito boa com a chefia. Mesmo eu sendo nativo da cidade onde era lotado, sem pretensão de ir embora, gostando muito do que eu fazia e fazendo da melhor forma possível, eu era preterido em tudo pelo chefe (Exemplos: eu nunca viajava, ficava nas piores UOPs – Unidade Operacional, antigamente chamada de Posto – , era o último a escolher férias). E como eu não tinha intenção de mudar de cidade/lotação, provável que esse cara seria meu chefe por muito tempo. Então você percebe que chefe ruim tem em todo lugar. Por isso não adianta falar que a PRF é melhor porque não tem chefe. Tem sim. E pode ser igual ou pior que muito delegado. 

Tendo as premissas “chefe” equivalentes, então vamos para as atribuições. Na PRF, a não ser que você trabalhe em algum setor administrativo, você vai trabalhar na BR. Esse é o seu trabalho: abordar veículos e fazer valer a lei. É muito bom o trabalho. É divertido. Você consegue fazer diferença naquele lugar onde atual. É possível ver o comportamento dos usuários mudando naquele trecho. Você pode se especializar em vários tipos de fiscalização. Mas, apesar de tudo isso, o trabalho é na BR, braçal, com muito calor ou frio, e no regime de 24h de serviço por 72h de descanso. 

Para chegar as 8h da manhã em uma das UOPs na qual trabalhava, eu tinha que acordar 5h da manhã. Chegava às 6h na Superintendência e deslocava com os demais colegas até o local na BR onde ficava a UOP. E no retorno para casa, no dia seguinte, saia 8h da manhã da UOP para chegar quase meio dia em casa, a volta demorava mais que a ida por causa do trânsito do horário. As 72h de folga podem até parecer muito, mas não é bem verdade. Veja que só com o deslocamento eu já perdia quase 7h somando a ida e a vinda. Com isso o descanso já cai para 65h, e ainda tem o sono que você não teve na noite que passou. Logo você chega em casa muito cansado. Vai querer dormir durante umas 6h pelo menos para tentar se recuperar. Já caiu para 59h de folga. 

Além disso, todos os seus amigos de fora da polícia trabalham em horários normais, então você perde confraternizações, aniversários, casamentos, etc. A coincidência é impressionante, as datas em que seus amigos vão comemorar algo caem sempre nos dias do seu plantão. Sendo assim eu descobri que o regime de plantão não era um regime que eu queria ficar para sempre. 

E, após todos esses “poréns” que relatei acima, o salário da Policia Federal é maior, funciona com regime de expediente e o trabalho é mais investigativo. Claro que eu pensei nisso tudo somente após ter passado pela Academia da PF (ANP). Até o dia em que fui tomar posse na PF eu ainda estava com muito medo de me arrepender, mas felizmente, isso não aconteceu. 

Desde quando eu entrei, eu perdi a conta de quantas vezes viajei a serviço. Um lugar mais dessemelhante que o outro. Conheci várias culturas e pessoas. Fiz amigo em muitos lugares. E apesar de a PRF ter viagens também, a quantidade é muito menor. Sei disso porque converso com os amigos que permaneceram lá. A maioria quase nunca viaja. 

Muitas pessoas me perguntam se eu me arrependo de ter trocado, e a resposta é: de jeito nenhum. Sinto saudades de algumas atividades da PRF, da organização, do relacionamento com os amigos. Mas onde estou agora estou mais feliz com o trabalho. Gosto das atribuições. 

Quando concurseiros me perguntam o que deveriam escolher, eu digo: foca no tipo de trabalho. Foca no que você quer fazer durante sua vida e esqueça as picuinhas e rixas. A não ser que um dia você queira ascender na carreira, aí você tem que pensar em um cargo de chefia. Agente, escrivão e papiloscopista da PF não são para você, definitivamente, se você ainda quer um dia ser chefe. 

Tenho amigos na PRF que não fariam a troca que eu fiz. Amam a liberdade de ação que tem, e até conseguiram cargos de chefia. Por isso que eu disse no começo, depende da percepção de cada um, e essa foi a minha percepção. 

Ps.: Como eu disse lá no início: MINHA exclusiva percepção sobre as duas instituições. Não é verdade absoluta e nenhuma é pior que a outra. Tudo depende dos objetivos que você tem para a sua vida. 

Pps.: Adicionem lá no instagram: @apfdonorte – lá posto um pouco mais dos retratos das aventuras. 

Ppps.: Curtiu o texto, compartilha com os amigos concurseiros que estão indecisos.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Drogas no Aeroporto - Nunca Duvide!

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Quando mudei de cidade no início do ano de 2020, saindo de uma delegacia descentralizada no interior para uma superintendência na capital, assim que cheguei já fui trabalhar no aeroporto da cidade, no setor de imigração. Nesse setor, a principal atividade, é atender os voos internacionais que chegam e que saem, fazendo a imigração de centenas de passageiros todo dia. O regime de trabalho é 24/72h, ou seja, trabalha 24h e folga 72h.

Mas, além de fazer a imigração, nós também atendemos aos chamados das companhias aéreas e dos funcionários do aeroporto para problemas com passageiros de voos domésticos que já estão do lado AR. O lado AR é aquela parte restrita do aeroporto, onde só podem entrar funcionários credenciados e passageiros que passaram pelo Raio X e detector de metais, o que inclui a sala de embarque dos passageiros.

Fiquei por cinco meses trabalhando no aeroporto e ganhando muita experiência. Mas todos que acompanham o blog aqui sabem que é muito comum eu me dar mal. E nada melhor do que você se dar mal para ganhar mais experiência ainda. E foi a minha falta de experiência que me fez cometer o erro que contarei para vocês abaixo:

Estava eu na salinha da PF, aproveitando para descansar num horário sem voos internacionais, quando tocou o telefone. Era um APAC (Agente de Proteção da Aviação Civil) - são aquelas pessoas que ficam normalmente no raio x dos aeroportos - me avisando que tinha uma mala suspeita no Raio X. Foi a primeira vez que me chamaram por esse motivo. Foi logo no primeiro mês de trabalho.

Como eu vinha de um interior que pegar droga no aeroporto era coisa rara, achei que não seria nada de mais. Fui ao Raio X e pedi para passarem a mala novamente. A imagem da máquina mostrava muitos tabletes de algo que parecia ser orgânico. Mas é muito comum, aqui na região norte, você abrir uma mala dessas e estar cheia de farinha, por exemplo. A farinha daqui é uma das melhores, e o pessoal leva para todos os cantos do Brasil. Achei que poderia ser isso.

E quem é policial sabe, você jamais abre a mala do passageiro sem estar na presença dele. Isso para não existir nenhuma dúvida de que alguém que não seja o próprio passageiro possa ter colocado algo dentro. Então mandei chamá-lo pelo rádio, na frequência da companhia aérea, para que ele fosse lá comigo. Dessa forma poderíamos abrir sua mala em sua presença. E fiquei aguardando, e esse foi meu erro. Mas fiz isso por não acreditar que poderia ser entorpecentes mesmo. Coisa de novato num aeroporto de grande porte.

Até que o funcionário da companhia aérea manda uma resposta pelo rádio: achamos o dono, estamos levando-o aí. Aguardei mais 1 minutos e o funcionário fala no rádio novamente: o passageiro está andando rápido para o estacionamento, disse que esqueceu algo no carro. Aí ficou suspeito demais. O cara ia viajar e esqueceu algo no carro? Então perguntamos: onde vocês estão? Ele demorou para explicar, o aeroporto é grande, e ele não explicava direito. Saímos procurando, mas nos desencontramos. E ele novamente se comunica, estamos no estacionamento do piso inferior, o passageiro saiu correndo.

Puta que pariu. Saí correndo pra encontrar o funcionário da companhia, que me disse apontando: lá vai ele. O cara já estava uns 200 metros de distância, e aumentando. Saí correndo atrás, nessas horas me arrependo de não ser um corredor. O vagaba sumiu na minha frente. Corri um quilômetro atrás dele, mas não alcancei. Estava quase morrendo já. Liguei para o colega pegar a viatura e ir me buscar. Se eu voltasse andando era capaz de ter um infarto. E olha que não sou gordo nem despreparado, mas o pique foi insano. A vontade de pegar o dono da mala era grande.

O colega me buscou, e resgatou uns APACs que tinham corrido junto comigo. Os caras foram parceiros, que esse nem é o trabalho deles. Conversando no percurso com algumas testemunhas, elas disseram que um homem com a descrição que demos pegou carona em uma moto. Acreditamos que era o comparsa que o aguardava fora do aeroporto caso desse algo errado.

Ao voltar para a sala do raio X, chamei algumas testemunhas, inclusive o colega da PF, e abrimos a mala. Eram uns 20 tabletes embalados a vácuo. Parecia muito com pacotes de café, só que não. Saquei o canivete tático e abri um para poder averiguar. Era skunk puro. O cheiro é inconfundível. Logo a sala toda ficou fedendo. Levamos a mala para a salinha da PF e começamos a tentar descobrir quem era esse cara que correu.

Todos, ao fazerem o check-in ou despachar mala, devem apresentar um documento. E a funcionária que o atendeu, por sorte, anotou o número do documento. Muitos no intuito de não serem descobertos usam documentos falsos, então esse documento poderia não significar nada. Mas, ao consultar os sistemas, achei uma foto. Mostrei essa foto para funcionários que o atenderam e bingo, ele foi reconhecido. Ele não foi preso em flagrante, mas será preso depois. Essa galera não para e uma hora a gente pega.

E foi assim que eu aprendi que não se deve pedir para o passageiro ir até você. Você vai lá e traz ele pelo braço. Eles normalmente não correm quando é um policial que está no seu encalço. E o meu erro foi ter deixado um funcionário da companhia aérea conduzir um suspeito de tráfico de drogas.

Depois desse dia, durante esses meses trabalhando no aeroporto, eu recebi vários chamados iguais. Quase todo plantão tinha uma ocorrência dessas. E agora eu ia com sangue nos olhos. Ninguém mais correu. Sempre eu ia buscar os passageiros lá dentro da sala de embarque. Trazia eles bem quietinhos até sua mala, abria a mala na presença deles, exatamente como manda o figurino. Acostumei a ver suas caras fingindo espanto e dizendo que não sabiam que aquela droga estava ali dentro, depois suas caras de tristeza e choro por terem sido pegos.

E esse foi um dos meus aprendizados. Na polícia nós temos um ditado que diz: Só a dor gera compreensão. Claro que isso não é 100% verdade, mas que a dor ajuda na compreensão, com certeza ajuda.

ps.: Pessoal, quem ainda não segue, @apfdonorte no instagram. Lá eu consigo interagir mais e com maior frequência. Sigam lá!

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